Nesse DDS você aprenderá o que é a Síndrome de Arnês.

Vamos lá? Leia abaixo e aprenda.

Você fez tudo certo para ter 100% de certeza.

Você se certificou que aquele trabalho em altura atende todos os requisitos de segurança.

Durante o trabalho em altura, o trabalhador se desequilibra e cai.

O sistema funciona certinho, e amortece a queda do trabalhador.

Tudo conforme o planejado.

O trabalhador está lá, pendurado no ar.

O resgate está vindo e chega em 10 minutos.

Mas…

Algo deu errado!

Quando o resgate chega, o trabalhador está morto!

O que deu errado?

Você conheceu, da pior maneira possível, a síndrome de Arnês.

Para evitar que você (e o trabalhador) passem por essa situação trágica, fiz um vídeo explicando.

Vídeo bônus sobre a Síndrome de Arnês

Dê um play no vídeo abaixo e confira:

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Mas afinal, o que é a síndrome de Arnês?

Aqui no Brasil essa síndrome de Arnês também é conhecida como síndrome da suspensão inerte.

Para que a síndrome ocorra, é necessário ter dois fatores: suspensão e imobilidade.

Acontece que, o trabalhador quando suspenso, a ação da fita do cinturão sobre as pernas do trabalhador, começa a comprimir as veias e artérias.

O que pode acontecer em poucos minutos é o colapso do sistema circulatório… começa a faltar oxigênio no cérebro e no coração … enquanto o sangue se acumula nas pernas.

O tempo até o óbito pode variar de pessoa para pessoa, mas em geral, caso nada seja feito, a síndrome pode levar ao óbito geralmente entre 5 a 8 minutos.

O problema é mais grave quando o trabalhador fica inconsciente depois da queda, nesses casos, o resgate deve ser ainda mais rápido.

É por isso que no treinamento do trabalhador de altura deve incluir como lidar com essas situações.

Acha que eu estou exagerando?

Dá uma olhada no item 35.4.5.1 da NR 35 … lá diz os itens que a análise de riscos do trabalho em altura deve considerar , e no item k está escrito: 

“k) as situações de emergência e o planejamento do resgate e primeiros socorros, de forma a reduzir o tempo da suspensão inerte do trabalhador;”

Ou seja, antes de autorizar um trabalho em altura, não esquece de verificar o resgate e analisar o tempo de atuação em uma situação de emergência.

É de grande importância saber se o trabalhador e a equipe de resgate estão cientes da síndrome e sabem como agir para minimizar seus efeitos.

Algumas empresas fabricantes de equipamentos para trabalho em altura possuem um sistema que permite minimizar as compressão das fitas sobres os membros inferiores, alguns chamam de pedal de alívio.

Mas não há como evitar o problema, apenas minimizar.

Para reduzir o risco de morte, treinamento, bons equipamentos e resgate rápido são essenciais

E você, conhece alguém que precisa ouvir essa mensagem? De repente, alguém que trabalha em altura?

Então encaminhe esse DDS para essa pessoa.

Veja também: DDS sobre cinturão para trabalho em altura


Herbert Bento
Herbert Bento

O DDS Online é referência no ramo de diálogos de segurança do trabalho. Sua missão é compartilhar as boas práticas de trabalho para que os brasileiros possam voltar sadios para suas famílias depois de um dia de serviço! Me siga no Instagram e receba mais conteúdos sobre SST.