Logística

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Ponte rolante: 10 dicas de segurança

23/03/2021 | Herbert Bento

No DDS de hoje vamos falar de ponte rolante.

Movimentação de materiais é uma das atividades que mais exigem atenção por parte do Profissional SST.

Empilhadeiras, gruas, ponte rolante são só alguns exemplos dentre vários equipamentos existentes.

Em se tratando de pontes rolantes, confira as 

Ponte rolante: 10 dicas para operação segura

Vou te passar esse conteúdo em imagem e texto.

Confira a imagem abaixo e logo depois o texto: 

ponte rolante

A imagem acima você pode salvar e compartilhar a vontade. 

Ou , se preferir, leia o texto abaixo:

1) nunca deixa carga suspensa sem que esteja em movimentação
2) o movimento deve ser feito lentamente e respeitando as recomendações do fabricante
3) não fique embaixo da carga
4) avise as pessoas próximos quando cargas estiverem em movimento
5) o rigger sinalizador deve apoiar para que as cargas não oscilem demasiadamente
6) nunca deixe uma pessoa pegar carona na carga em movimento
7) pare a movimentação caso algum pessoa esteja próximo em situação de risco
8) respeite os limites de carga, tanto da ponte quando das garras, cabos, etc
9) tome cuidado com pontos de esmagamento
10) garanta que o local que vai receber a carga está livre de obstáculos

Veja também esse outro DDS em nosso site:

Guindastes: inspeção de segurança

Gaiola acoplada em empilhadeira, pode?

23/09/2020 | Herbert Bento

No DDS de hoje vou responder a uma dúvida que recebi de um aluno: “professor, qual a sua opinião sobre cesto ou gaiola acoplada em empilhadeira?”

É permitido ou não elevar trabalhadores utilizando um cesto ou gaiolas acopladas a empilhadeiras?

Será que tem algum lugar nas NRs que proibe tal prática?

E essas empresas que vendem cestos ou gaiolas adaptadas para acoplar em empilhadeira, se eu comprar uma gaiola dessas será que posso usar?

Vamos lá, vamos adentrar essa areia movediça…

Vamos começar pela nossa amiga, queridíssima, NR 11, Norma Regulamentadora 11, cujo título é:

transporte, movimentação, armazenagem e manuseio de MATERIAIS.

E materiais não são pessoas.

 Gaiola acoplada em empilhadeira Gaiola acoplada em empilhadeira

Alguns argumentam que cabe alguma interpretação, contudo, o texto é bastante claro, tudo o que é discutido na NR 11 é aplicado somente a materiais e não envolve trabalhadores.

Sendo assim, todas as instruções técnicas sobre lidar com equipamentos (empilhadeira, paleteira, rebocador, ponte rolante etc) não envolve lidar com a vida de um trabalhador.

Vale ainda ressaltar que equipamentos que sejam direcionados a movimentação de pessoal devem passar por avaliação especial.

A NR 11 nos traz o seguinte texto no item 11.1.3.3:

“Para os equipamentos destinados à movimentação do pessoal serão exigidas condições especiais de segurança.”

Ainda assim, é bastante comum ver diversas empresas permitindo e encorajando esse tipo de conduta a fim de facilitar seu dia a dia.

Normalmente, essas cestas ou gaiolas são utilizadas em atividades de logística.

O argumento utilizado para justificar é que os equipamentos que são acoplados à empilhadeira – esses cestos e gaiolas – são projetados para acomodar trabalhadores.

Sendo assim, eles foram amplamente testados e seria seguro usá-los para transportar pessoas.

Bem, é exatamente nesse ponto que a situação fica um pouco mais complicada.

RESPONSABILIDADE DO OPERADOR

Independente do equipamento de transporte que esteja sendo utilizado, o operador pode ser responsabilizado civil e criminalmente por tudo aquilo que acontece em sua atividade.

Vale ressaltar também que esses transportadores industriais não são fabricados ou testado para o transporte de pessoas.

Como falei, para esse tipo de equipamento são exigidas condições especiais de segurança.

Mas e a gaiola acoplada em empilhadeira?

Bem, mesmo testados, esse sistema de transporte não passa de uma gambiarra.

E claramente uma não muito boa.

Se você que está assistindo é um operador de empilhadeira e já fez o transporte de pessoas, sabe que após uma certa elevação não é possível ver o trabalhador.

Isso quer dizer que você está transportando uma vida às cegas.

Além disso, essa falta de visibilidade obriga o operador a colocar o corpo para fora da zona de segurança da empilhadeira.

Esse tipo de gambiarra faz com que ambos trabalhadores fiquem em risco:

Por um lado o trabalhador que está elevado é movimento às cegas;

Do outro o próprio operador, que precisa abrir mão da própria segurança para ter algum tipo de visualização.

Por fim, o operador fica sujeito a judicialização no caso de acidentes.

Sendo assim, é possível que este profissional exercite o seu direito de se negar a executar uma tarefa que coloque a própria segurança e a de outros em risco.

Se você ainda acha que esse tipo de medida é um exagero, a NR 29 (TRABALHO PORTUÁRIO) bate o martelo e não abre porta para interpretação!

Em seu item 29.3.5.8 a NR traz o seguinte texto:

“é proibido o transporte de trabalhadores em empilhadeiras e similares, exceto em operações de resgate e salvamento.”

Infelizmente, alguns vão argumentar que tal proibição vale somente para o trabalho portuário.

E as citações contra essa prática não param por aí, a NR 18 também traz um trecho sobre essa prática:

“18.14.19 É proibido o transporte de pessoas por equipamento de guindar não projetado para este fim”

Infelizmente esse trecho está na norma atual e foi retirado do texto valendo a partir de fevereiro de 2021.

Além do que alguns vão argumentar que tal proibição só vale para a NR 18.

Então, do ponto de vista da NR, a proibição de tal prática não é tão clara, deixa dúvidas.

Então eu conversei com alguns colegas Profissionais SST e levantei mais alguns dados práticos para apresentar para vocês.

Para resumir bem resumido a resposta dos colegas foi:

“Na teoria ninguém faz. Na prática muitos fazem.”

COMO REALIZAR A ELEVAÇÃO DO TRABALHADOR?

A elevação do trabalhador é necessária, não tem pra onde correr, mas existem meios muito mais seguros do que a gambiarra em uma empilhadeira convencional.

Esses equipamentos são as empilhadeiras trilaterais, elas elevam tanto a carga quanto o próprio indivíduo, sendo ideias para trabalhos onde o próprio trabalhador deve estar em um nível mais elevado.

Vídeo bônus 1

Essa empilhadeira é completamente projetada para lidar com esse tipo de operação, ou seja, leva em consideração todas as questões de segurança, inclusive a parte hidráulica do equipamento.

Nem é preciso falar que esse tipo de equipamento é muito mais seguro do que as adaptações com cestos e gaiolas, não é mesmo?

Em casos nos quais a elevação de trabalhadores é constante, pode-se também contar com as PEMT, plataformas elevatória móvel de trabalho

Aliás, caso não saiba, o texto da NR 18 anterior a fevereiro de 2021 usa o termo  Plataforma de Trabalho Aéreo – PTA enquanto o texto posterior a fevereiro de 2021 usa o termo Plataforma elevatória móvel de trabalho – PEMT

Estes são ótimos exemplos do tipo de equipamento que devem ser utilizados para trabalhos aéreos.

Adaptações são uma porta para acidentes que, eu acredito, você não quer abrir.

Já deu para perceber a minha opinião sobre o tema.

Eu sou contrário a prática de se usar gaiola acoplada em empilhadeira

No caso da elevação de trabalhadores, deve-se usar o equipamento apropriado como acabei de mostrar.

Mas talvez vc deve estar se perguntando:

“E quanto a essas empresas que vendem cestos ou gaiolas adaptadas para acoplar em empilhadeira, se eu comprar uma gaiola dessas será que posso usar?”

Visitei alguns  sites de empresas que comercializam essas gaiolas e alguns deles dizem que as gaiolas são para emergência ou para elevação de cargas.

Minha opinião sobre isso é que o fato de algumas empresas comercializarem determinado produto não autoriza ninguém a realizar a prática.

Na verdade, a comercialização é apenas uma evidência forte de como tal prática é comum.

Pois se existe um mercado comprador, vai aparecer um vendedor.

Então esse argumento de que algumas empresas vendem essas gaoiolas, com ART e tudo é só a prova de que tem muitas empresas usando essa gambiarra.

Vídeo bônus 2

Aprendendo com o acidente: IÇAMENTO desastroso

26/05/2020 | Herbert Bento

No DDS ONLINE de hoje vamos aprender com um acidente envolvendo um içamento desastroso.

Pelo que vi pelo vídeo, parece ser uma obra realizada por prefeitura e sem o devido acompanhamento de equipe de segurança do trabalho.

Bom, primeiro assista o vídeo do acidente e logo depois vamos ver que lições podemos tirar.

Dê um play no vídeo abaixo:

O que podemos aprender com esse içamento desastroso?

A quantidade de irregularidades nesse vídeo é enorme. Infelizmente, acredito que cenas como essa acontecem várias vezes ao dia Brasil afora.

Em primeiro lugar, usar uma escavadeira hidráulica para realizar serviço de içamento. 

Essa máquina foi projetada para trabalhos de escavação, e não para funcionar como guindaste.

Em segundo lugar, proximidade da rede elétrica. Podemos ver no vídeo que o braço chega a tocar na rede elétrica em alguns momentos.

O correto nessa situação era tentar fazer o trabalho de içamento afastado da rede elétrica. E, mesmo em casos onde isso não é possível, pode-se solicitar a concessionária de energia elétrica que faça a desenergização temporária da rede para que o trabalho possa ser feito com segurança.

Em terceiro lugar, citaria a Falta de isolamento do local. Há várias pessoas próximas do local do içamento. Elas estão expostas a uma série de perigos desnecessariamente.

Será que o operador desse equipamento foi treinado? Porque se foi, é nítido que ele precisa passar por uma reciclagem urgente, não acha?

Saiba que todo operador de escavadeira hidráulica deve realizar treinamento obrigatório conforme Norma Regulamentadora de número 12 que trata da segurança em máquinas e equipamentos.

Se você trabalha em empresas que realizam esse tipo de serviço, não esquece de confirmar se os operadores estão devidamente treinados para operar essas máquinas, se o conteúdo do treinamento estava adequado e se não há nenhuma reciclagem atrasada.

E aí, gostou desse novo formato de DDS?

Viu outros erros no vídeo? Com certeza que viu!

Então clique aqui para comentar no vídeo, diretamente no Youtube.

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Eu sou o Herbert Bento da Escola da Prevenção e do DDS ONLINE e você assistiu ao primeiro vídeo da nova série batizada de “Aprenda com o acidente”.

Um grande abraço digital, se cuida e até o próximo DDS ONLINE.

Veja também DDS ONLINE sobre BURLA.

Como manter o armazém seguro ? (Parte 1)

15/12/2019 | Herbert Bento

Estocar produtos é uma atividade fundamental para a manutenção da economia, pois com a produção em série de produtos, atender as necessidades da sociedade se torna mais fácil.

O dinamismo das atividades, que acontecem na maioria dos locais durante vinte e quatro horas por dia, sempre com tempo curto para estocagem, separação e distribuição dos produtos aliado a presença de pessoas e máquinas no mesmo ambiente, torna os armazéns locais com riscos de acidentes e acima de tudo acidentes graves como fraturas e esmagamentos, ou até fatais caso ocorram atropelamentos e estouro de produtos.

O primeiro passo para manter o armazém seguro é definir locais exclusivos para o trânsito de pedestres, separando-os das máquinas. Com cada um em seu local específico, a ocorrência de atropelamentos é reduzida.

Caso seja inviável a permanência de pessoas próximas às máquinas durante as atividades, devem ser separados locais conhecidos como zonas de segurança, onde permaneçam apenas as pessoas úteis a operação e que se tenha uma distância mínima de afastamento entre máquina e homem, que pode variar de atividade para atividade (de acordo com o tamanho do produto, toxicidade, risco de explosão…). Cinco metros podem ser definidos como uma boa distância para operações mais simples.

Como manter o armazém seguro

O funcionamento de forma básica é assim: quando o colaborador estiver realizando trabalhos manuais nas zonas de segurança, a máquina se afasta do local. Quando o colaborador tiver terminado o trabalho manual, este se afasta e só após a máquina se aproxima do local da atividade. Caso o operador perceba que alguém estranho à atividade se aproxima ou que o parceiro de trabalho não respeite a distância mínima exigida, deve-se realizar o desligamento imediato da máquina.

O ambiente deve ser bem iluminado e livre de imperfeições no piso, para reduzirmos o risco de queda de pessoas e de cargas.

Os operadores de máquinas devem possuir visão ampla do ambiente que executam suas atividades e devem observar sempre nos cruzamentos entre as ruas no interior do armazém os espelhos convexos, que possibilita aos condutores que vejam e sejam vistos por outros operadores e suas máquinas. Olhar os espelhos antes de qualquer conversão possibilita o operador a prever qualquer situação de risco (cargas tombadas e/ou pessoas fora da passagem de segurança). O operador deve relatar ao seu superior imediato qualquer irregularidade na máquina (freio, iluminação, direção e emissão de sons do equipamento).

Nunca posicionar cargas, máquinas e objetos próximos aos equipamentos de combate a incêndios (extintores e caixa de hidrantes), pois existem vários materiais combustíveis no interior dos armazéns (madeira dos pallets, papelão, isopor, dentre outros).

Todo colaborador deve saber o número do ramal de emergência. Se você não sabe, consulte o técnico de segurança.

Descarga de produtos por caminhão

05/06/2019 | Herbert Bento

(no final desse DDS tem vídeo bônus)

Quando se trata de segurança é importante conhecer os procedimentos que cada atividade necessita. Por isso, neste DDS falaremos da descarga de produtos por caminhão.

A atividade de carga e descarga de caminhão teve um aumento significativo nos últimos tempos, com o advento das vendas online. O trânsito de mercadorias se intensificou.

E como toda atividade, existem normas e regras a serem seguidas. Falaremos da Norma Regulamentadora 11, que regula a proteção aos que deverão movimentar as cargas.

Equipamentos de seguranças se fazem necessários para essa atividade.

Mas antes devemos saber que de acordo com o tipo de risco que apresentam, os produtos devem ser descarregados com suas devidas recomendações e regras.

Os produtos perigosos se dividem em explosivos, gases, líquidos inflamáveis, materiais radioativos, substâncias corrosivas, entre outras substâncias.

Antes de efetuar a descarga é preciso planejar esta atividade, tal como saber quando efetuar, onde realizar a descarga e verificar o local da descarga.

Antes de executar a tarefa, se atente para:

  • conheça os riscos do produto que será descarregado;
  • Isole o local e sinalize as pessoas que não estão relacionadas a atividade;
  • Desligue o veículo, acione o freio e engrene uma marcha, para evitar que o veículo se mova. E não se esqueça dos calços ou calos.
  • Respeite os limites legais da carga e isole a área ao redor do veículo;
  • Faça conferência da carga;
  • Tome conhecimento de quem vai efetuar o descarregamento, é importante que apenas pessoas autorizadas e treinadas estejam nesta atividade;
  • Como falamos antes, EPI é importante e obrigatório na execução da atividade;
  • Conheça ou elabore um plano de emergência, pois eventualidades podem acontecer;
  • Caso necessário, efetue aterramento elétrico conforme rege nas normas;
  • Em caso do produto ser inflamável, é preciso retirar ou desativar as fontes de ignição na área. Fumantes e outros veículos são proibidos de circular próximo;
  • Use Corta-chamas no veículo que efetuará o transporte.
  • Corta Chamas são dispositivos mecânicos instalados nos tanques de armazenagem ou em tubulações que contenham fluidos inflamáveis.
  • Cada produto pode ter uma norma especial para o local de descarga, é preciso averiguar!

Lembre-se, é importante conhecer o produto, saber como proceder, e quais procedimentos são necessários para uma descarga com segurança!

Siga as dicas e mantenha-se seguro ao fazer descarga de produtos por caminhão.

Até a próxima!

Vídeo bônus


Motocicleta: trabalhando com Segurança

09/05/2019 | Herbert Bento

Neste DDS vamos conversar sobre como trabalhar com segurança com motocicleta.

Desde 2009, através da lei 12.009/09 que regulamenta o exercício da atividade de mototaxista e motoboy, veio também através da resolução 356 do Contran (Conselho Nacional de Trânsito) regras de segurança para o profissional que trabalha com motocicletas.

Sabemos que o fluxo de veículos no trânsito, dependendo do horário, pode ser enorme e aliado a prazos e metas curtos podem levar ao profissional que utiliza a motocicleta para trabalhar a ser descuidado ou distraído no trânsito.

Então vamos aqui relacionar algumas dicas e regras estabelecidas que venham a minimizar ou evitar os possíveis acidentes com moto.

Primeiro de tudo, vamos a regra de ouro: Obedeça às leis de trânsito e faça uso da direção defensiva!

Antes de sair com a moto é preciso ter certeza:

·      Mantenha as revisões e manutenções em dia;

·      Verifique calibração dos pneus;

·      Verifique as Luzes de farol, pisca e freios;

·      Verifique buzina e nível da água da bateria (se não for selada)

·      Não esteja na “reserva” do combustível;

O que você precisa vestir?

·      É obrigatório o uso de capacete e vestuário adequado;

·      O Capacete precisa ter o selo de certificação do INMETRO e faixas refletivas nas laterais e atrás;

o   A resolução 453 do Contran diz que só permite ao condutor o levantamento da viseira quando o veículo estiver parado na via, em qualquer outro motivo deve estar abaixada quando estiver em movimento, ou seja, abaixar a viseira!

·      No caso de capacete sem viseira é obrigatório o uso de óculos de proteção e estes não podem ser substituídos por óculos comuns.

·      Utilize vestimentas como luvas, botas e jaquetas próprias para o motociclista

No trânsito… procure aparecer, sim é importante, porque em muitos dos acidentes que envolve motociclista o outro conduto relata que não terem visto a moto.

·      Mantenha-se ao alcance visual dos retrovisores do motorista a frente;

·      O farol sempre aceso (isso é lei);

·      Sempre sinalize quando for mudar de faixa, comunicação no trânsito é essencial!

Vamos a mais dicas:

·      Se estiver com passageiro, oriente ele a movimentar-se como você, em curvas e afins, para evitar perder o equilíbrio.

·      Se estiver com sono, cansado, sob efeito de álcool ou outras substâncias que possam prejudicar seus reflexos, não pilote!

·      Celular e direção não combinam, além de dar uma multa pesada!

·      Não faça ziguezague ou “costure” no trânsito, o risco é enorme de um acidente;

·      Mantenha as duas mãos no guidom;

·      Ao pilotar, verifique as condições da pista (pista molhada, buracos, areia e etc) pois um acidente é muito comum em pistas molhada por exemplo;

O que podemos dizer sobre conforto ao pilotar?

·      Sente-se junto ao tanque e utilize os joelhos para pressionar ele (mantém a estabilidade);

·      Mantenha as mãos no meio das manoplas e os pulsos baixos em relação às mãos;

·      Sempre em movimento mantenha os pés no apoio;

·      Mantenha os ombros relaxados

Dicas extras:

·     Em cruzamentos, independente do horário, sempre diminua a velocidade e busque olhar os dois lados;

·      Sua moto deverá possuir dispositivo de proteção para as pernas e motor (famoso mata-cachorro);

·      Aparador de linha fixado no guidão (evitar acidente envolvendo linha de pipas e afins);

·      possuir baú, bagageiro, alforjes, bolsas ou caixas laterais para o transporte de carga;

·      apresentar elementos retrorrefletivos no baú.

·      E cuide para se manter seguro!

Esperamos que essas dicas possam servir para te manter seguro! Até a próxima!!

Prevenção no estoque de supermercado

12/03/2019 | Herbert Bento

Neste DDS vamos tratar de prevenção no estoque de supermercado.

Muita gente pensa que quando falamos em prevenção nos estoques estamos nos referindo a prevenção de furtos e perdas.

Mas em nosso caso vamos tratar da maior perda que o supermercado pode ter: a saúde ou até a vida de um trabalhador.

Quais seriam os tipos de acidentes e doenças ocupacionais envolvendo o estoque de supermercado?

Normalmente são distúrbios músculo esqueléticos, lesões na coluna e de ligamentos.

As principais causas são esforços em elevação de produtos de maneira indevida, movimentos repetitivos ou esforço.

Primeiro vamos falar dos deveres e dicas para os empregadores:

·      Os equipamentos usados devem estar com manutenção em dia e bem conservados, por exemplo, as rodas dos carrinhos têm que estar em boas condições, pois a movimentação fluida é essencial;

·      Os pisos devem estar nivelados e sem impedimentos, caso haja qualquer problema no piso, o colaborador deverá avisar imediatamente ao seu superior;

·      Caso seja necessário, o gestor deve solicitar aos fornecedores que as caixas sejam mais leves com o intuito do peso ser levantado manualmente;

·      Importante ter disponível transportadores de rolos para reduzir a elevação e o transporte.

Ao trabalhador temos as seguintes dicas:

·      Ao levantar e carregar a mercadoria, esta deve estar próxima ao corpo, pois assim reduzirá a tensão nas costas;

·      Caso os alimentos forem estocados em ambiente congelado (ver DDS em ambientes refrigerados), usar proteção: como luvas térmicas, casacos e afins;

·      Se o produto estiver em prateleiras mais baixas, se faz necessário o uso de joelheiras, assim vai proteger os joelhos e pernas;

·      Sempre que necessário, use escada para alcançar itens nas prateleiras mais altas;

·      Faça rodízio entre os serviços para evitar ficar ajoelhado, agachado ou trabalhando em altura durante longos períodos;

·      Busque usar sempre os carrinhos do supermercado para fazer o transporte dos produtos até as prateleiras;

·      Se ao organizar as prateleiras de modo que os itens mais pesados e os mais leves fiquem em local de fácil alcance, reduzirá o estresse do corpo causado pela flexão e o transporte das mercadorias;

·      Avise ao fornecedor quando houver “pallets” empilhados indevidamente, para possíveis acidentes;

·      Use caixas ou sacolas com pegador de mão;

·      Usar uma paleteira para levantar os “pallets” a altura da cintura, dessa forma evitará sobrecarga por inclinação da coluna.

Use as dicas ao seu favor, assim evita problemas ergonômicos e possíveis doenças ocupacionais.

Esperamos ter ajudado em mais dicas de como se proteger enquanto trabalha no estoque de supermercado.

Nos vemos no próximo DDS!

Segurança do motorista de caminhão

21/01/2019 | Herbert Bento

Comumente chamados de “caminhoneiros”, o profissional motorista caminhão (carga ou passageiro), está com sua profissão regulamentada desde 2015.

E por sua natureza intensa, o motorista de caminhão está exposto a diversos riscos.

Riscos que envolvem acidente de trânsito, que podem ter como causa fatores que vão desde fadiga, estresse, entre outros.

Pois fatores como esses, relacionados ao reflexo e raciocínio comprometido, aumentam exponencialmente o risco de acidente.

Então é por isso que estamos aqui hoje.

Vamos conversar sobre os riscos que esses profissionais estão expostos e vamos passar dicas que podem proporcionar um ambiente mais seguro e saudável para o mesmo.

Primeiramente vamos relacionar algumas falhas que geram a insegurança do motorista:

·      Falta de capacitação ou treinamento do profissional;

·      Jornada de trabalho muito extensa;

·      Veículo defasado, com falta de manutenção;

·      Percurso mau projetado ou a falta do roteiro;

·      Carga com excesso de peso;

·      Excesso de velocidade.

Estes são alguns pontos que devem ser observados.

Para você, motorista de caminhão, é preciso ir além do senso de responsabilidade.

Vamos a algumas dicas:

É importante uma jornada saudável, com descansos regulares de pelo menos 30 minutos a cada 6 horas no volante.

Além disso, vamos relacionar alguns dos riscos que o profissional está exposto:

Riscos Físicos

·      Ruídos vindos do motor ou de ambiente externo (veja DDS sobre riscos do ruído)

·      Vibrações, ou comumente falados, os balanços do veículo, seja por problema das ruas ou problemas mecânicos

·      Iluminação, tanto a falta quanto o excesso são fatores de riscos

Riscos Químicos

·      Graxa;

·      Combustíveis, óleos e solventes;

·      Monóxido de carbono expelido pelo cano do veículo, vapores de gasolina entre outros

Riscos Biológicos

·      Vírus;

·      Bactérias

·      Parasitas e etc.

Risco de Acidentes

·      Todos aqueles relacionados com as condições do veículo (ex.: motor, freios e etc)

·      E relacionados às condições das estradas, como a pavimentação, iluminação e etc.

Bem, nesse momento relacionamos alguns dos riscos, mas vamos dar alguns conselhos importantes que podem salvar sua vida:

·      Verifique a distribuição de carga em seu veículo para garantir uma maior estabilidade;

·      Verifique os instrumentos, retrovisores e acessórios necessários a uma boa condução;

·      Tenha certeza que o veículo está em boas condições de uso, com revisões em dia e etc.

·      Ande dentro dos limites das vias e mantenha sempre uma distância segura dos outros veículos;

·      Não fale ao celular e procure não se distrair na sua atividade;

·      Sabemos que é proibido dirigir sob efeito do álcool, além de estar infringindo a lei, você estará colocando você e as outras pessoas em risco.

Fica a dica:

Como forma de estímulo a não consumir álcool, vamos ler esse trecho do Artigo 306 da Lei 9.503 de 1997: “Penas – detenção, de seis meses a três anos, multa e suspensão ou proibição de se obter a permissão ou a habilitação para dirigir veículo automotor. “

É preciso ser um motorista de caminhão que utilize a direção defensiva e busque a segurança de si e de todos a sua volta.

Até a próxima!

10 dicas de segurança na utilização de transporte ferroviário

09/04/2013 | Herbert Bento
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O transito cada vez mais “confuso” das grandes cidades, causador de perda de tempo para qualquer cidadão, faz com que muitas pessoas utilizem o transporte ferroviário para se locomover.

Outro ponto que favorece a utilização deste tipo de transporte por grande parte da população é o baixo custo das tarifas quando comparado aos outros modais, já que podem ser feitas inúmeras conexões pagando-se apenas uma passagem.

Porém hoje o transporte ferroviário está defasado na maioria das grandes cidades brasileiras, onde todos os dias várias pessoas viajam em trens superlotados, com empurra-empurra, com presença de ambulantes e constantes atrasos nas viagens.

Com o intuito de tornar sua viagem mais segura, seguem abaixo algumas dicas de segurança:

Dicas de Segurança no Transporte Ferroviário1. Acesse as estações somente pelos pontos oficiais (bilheterias) de embarque. Pular muros ou passar por buracos nos muros da linha férrea podem causar graves acidentes.

2. Sempre que for subir ou descer as escadas das estações, utilize os corrimões.

3. Nunca encoste em qualquer máquina ou equipamento presente no interior das estações.

4. Obedeça as placas de sinalização das plataformas nas estações e nos trens. Em caso de dúvida, não hesite em perguntar a qualquer colaborador da empresa responsável pela operação dos trens.

5. No momento do embarque ou desembarque dos trens, observe atentamente o espaço e o desnível entre o trem e a plataforma.

6. Não impeça o fechamento das portas durante as viagens, pois existe o risco de acidentes, e ainda acarreta atraso nas viagens.

7. Manter qualquer parte do seu corpo para o lado de fora do trem durante a viagem é uma temeridade! Podem ocorrer mortes no caso algum passageiros que surfe sobre as composições venha a encostar nos cabos elétricos que ficam sobre os trens ou este mesmo passageiro venha a cair nos trilhos durante a vigem.

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8. Caso o trem esteja lotado, coloque suas bolsas, sacolas, mochilas ou qualquer outro objeto de sua posse a sua frente, assim evitamos que nossos objetos lesionem outros passageiros. Isso evita que, caso ocorra algum empurra-empurra no interior do trem, seus objetos fiquem presos a pessoas, cadeiras, etc.

9. Sempre se segure nos locais apropriados no interior dos trens durante as viagens, pois estes oscilam muito e caso ocorra alguma frenagem brusca da composição ou passagem em alguma curva nos trilhos, existe a possibilidade de queda.

10. Nunca ande pela linha férrea. O local é composto por pedras soltas, trilhos e dormentes, que podem facilmente fazer você cair. Vale ressaltar que os trilhos do metrô são energizados então as chance de óbito são reais para quem anda “fora da linha”.

O mais importante é chegar bem em sua residência, local de lazer ou trabalho. A pressa nos deslocamentos é um inimigo para todos nós. Programe-se, assim não precisaremos correr, pular ou empurrar (atos inseguros clássicos) para pegarmos uma condução.

Como manter o armazém seguro ? (Parte 2)

23/11/2012 | Herbert Bento
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Na parte 1 desse artigo falamos um pouco sobre como podemos manter o armazém mais seguro. Vamos continar abordando esse tema no artigo de hoje.

Agora vamos falar sobre o conforto e proteção individual de cada colaborador que atua dentro dos armazéns. Em primeiro lugar todo o colaborador deve retirar os adornos do corpo (anéis, brincos, pulseiras e colares) antes de adentrar no armazém. O crachá deve estar colocado no bolso plástico da camisa que permita a visualização por outras pessoas, utilizar as tradicionais “cordinhas” é um risco adicional e desnecessário quando se tratar da entrada nos armazéns. Roupas folgadas e cabelos soltos devem ser abolidos por todos os profissionais que passem no interior destes locais.

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Todo o trabalhador deve utilizar os EPI definidos pelo setor de segurança da empresa. Os EPI’s básicos mais utilizados são: capacete, óculos, luvas e calçados de segurança. Operadores de máquinas devem utilizar protetores auditivos caso utilizem máquinas ruidosas e profissionais que realizem trabalhos manuais, como carregar e erguer materiais pesados deve-se utilizar cintas ergonômicas (por enquanto a cinta não é definida como equipamento de proteção individual – EPI, mas é um grande aliado na prevenção de lesões lombares). Os uniformes profissionais devem possuir faixa refletiva. Na ausência da faixa refletiva, os colaboradores devem utilizar coletes refletivos em forma de “X”.

Nenhuma tarefa é tão importante que possa ser feita sem planejamento. A velocidade das atividades e a pressão por resultados nunca podem ser desculpas para a falta de segurança no interior dos armazéns! Nenhuma vida vale o valor de qualquer produto ou entrega!

Fundado em novembro de 2008, o DDS Online contribui para a área de Segurança e Saúde Ocupacional através da divulgação de temas para DDS e cursos online.

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