DDS Em Contos

Últimos posts em DDS Em Contos

DDS do rato

09/11/2020 | Herbert Bento

(DDS em formas de contos ou estórias são uma ótima receita para um DDS de sucesso. Use esse “DDS do rato”. Vai ser um sucesso!)

Era uma vez um rato que morava numa fazenda.

Um dia, o rato viu o fazendeiro chegando com uma caixa.

Ele logo pensou que era comida e ficou bisbilhotando para ver o que era.

O fazendeiro abriu a caixa e sua esposa disse: “que bela ratoeira, agora vamos pegar aquele rato!”.

O rato ficou muito assustado e correu para contar a terrível novidade para seus colegas de fazenda: a galinha, o porco e o boi.

Disse para a galinha: “Cuidado. Os donos da fazenda compraram uma ratoeira. Isso é um perigo!”

A galinha respondeu: “Ratoeira? Isso é problema seu! Eu não tenho nada a ver com isso”.

Decepcionado, o rato foi até o porco e disse: “Estamos correndo perigo. Os donos da fazenda agora tem uma ratoeira!”.

E o porco respondeu: “O problema é seu! Me deixe fazer meu trabalho e cuide dos seus problemas.”

Agora o rato foi até o boi e disse: “Olha que perigo! Os donos da fazenda compraram uma ratoeira!”.

E o boi disse: “Eu trabalho na área de produção de leite e isso não é problema meu. Não me perturbe.”

O rato ficou muito triste porque nenhum dos seus colegas se importava.

Durante a noite o rato ouviu o barulho da ratoeira funcionando. Ela havia capturado alguma coisa e não era ele.

A esposa levantou da cama e foi no escuro olhar o que era. Não viu que a ratoeira havia se armado sobre o rabo de uma cobra. Então, a cobra que era venenosa mordeu sua perna e lhe injetou veneno.

O fazendeiro saiu correndo e levou a esposa até o hospital para ser medicada. Ela voltou para casa mas seu estado era muito grave.

Ela apresentava diversos sintomas, inclusive febre. E todo mundo sabe que para cuidar de uma pessoa com febre vai muito bem uma canja de galinha.

Então o fazendeiro matou a galinha e preparou a canja.

No dia seguinte, vários vizinhos da fazenda vieram visitar a mulher. E para alimentar os visitantes, o fazendeiro decidiu servir leitão a pururuca.

Então ele matou o porco e preparou para os visitantes naquele dia.

Infelizmente, mesmo com todo o cuidado, a sua esposa faleceu.

Muitos amigos, vizinhos e familiares vieram até a fazenda. Muitos vieram de muito longe.

Para não deixar todos com fome, o fazendeiro matou o boi e mandou preparar carnes para alimentar a todos.

Moral da estória:

Da próxima vez que você ver uma situação de perigo na empresa, e achar que ela não tem nada a ver com você, lembre-se do que aconteceu com a galinha, o porco e o boi.

Quando o rato os avisou, todos acharam que não tinham nada a ver com a situação.

Afinal, a ratoeira era problema do rato, e não deles.

Então, da próxima vez que você se deparar com:

  • uma área faltando sinalização
  • alguém trabalhando de forma incorreta sem seguir os procedimentos de segurança
  • o seu colega sem usar EPI
  • uma máquina sem a devida proteção
  • um sistema elétrico precário
  • uma pessoa sem treinamento realizando uma atividade perigosa

… PREOCUPE-SE, porque toda situação de risco tem a ver com você sim!

Faça a sua parte!

Comunique ao setor de segurança!

Seja pró-ativo!

Todas essas situações tem a ver com você e com toda a comunidade que está envolvida.

Quando acontece um acidente, todos nós somos prejudicados!

(Divulgue esse “dds do rato” para os seus colegas)

(esse dds do rato é de autor desconhecido)

OBS: usa-se a forma estória quando a intenção é se referir às narrativas populares ou tradicionais não verdadeiras, ou seja, ficcionais. Já a palavra história é utilizada quando a intenção é se referir à História como ciência, ou seja, a história factual, baseada em acontecimentos reais.

Trabalho na construção civil é coisa séria

13/07/2020 | Herbert Bento

Com o mercado da construção civil aquecido, Jeremias decidiu investir na construção de alguns imóveis para ampliar uma renda. Para realizar a obra, ele contratou alguns profissionais. Entre eles estava João Fortão, um experiente pedreiro que ficou responsável pela obra e pela contratação dos demais profissionais. João era chamado de Fortão por sempre exibir os músculos, trabalhando sem camisa, de bermuda e chinelo.

A obra seguia em ritmo acelerado, até que Zezinho avisou Jeremias que João Fortão nã apareceu no trabalho. “A mulher dele disse que ele está doente, que não pode vir hoje”, comentou Zezinho. “Mas o que ele tem? Ela te falou?”, perguntou Jeremias. “Não falou. Só disse que ele está doente”.

Jeremias, preocupado com seu funcionário, ligou para João Fortão para saber o que se passava e se precisava de ajuda. “Bom dia, João. O que você tem, rapaz? Fiquei sabendo que está doente?”, disse Jeremias. “Pois é, patrão. Tô com alergia nos pés e mãos. Está ardido e com risco de fazer bolhas. Não tenho como trabalhar hoje”, explicou João. “Tudo bem, João. Se cuida e melhoras”, disse o chefe.

Passados uns dias, João Fortão voltou ao trabalho. Já de manhã ele foi para a caixa de massa preparar o concreto para dar andamento à obra. Logo tirou o chinelo e começou a despejar cimento na caixa.

Jeremias, que soube do retorno do operário, foi falar com ele para ver como estava. Quando viu a cena, ficou furioso. “João, o que você está fazendo? Largue isso já e vá colocar a roupa apropriada”, falou áspero. “Agora sei porque você está doente. No mínimo, enquanto eu estava viajando, você trabalhava desse jeito. Sua alergia é causada pelo cimento”, completou.

“Mas senhor, eu sempre trabalhei assim e nunca tive problemas”, justificou João. “João, o cimento é um produto muito perigoso. É preciso muito cuidado para manuseá-lo”, explicou.

“Para trabalhar na obra é necessário usar calças e camisetas de manga longa, além da botina de segurança e o capacete. Você tem todos os equipamentos disponíveis. Vá já colocá-los”, disse Jeremias. “Eu não quero funcionário meu doente por irresponsabilidade. A obra tem que continuar e quero você trabalhando aqui, não em casa doente”, disse o chefe. “Cuidar da saúde é fundamental. A prevenção é sempre o melhor remédio, rapaz”.

João Fortão ficou encucado com aquela história de que sua alergia era do cimento e, depois do trabalho, voltou ao médico para confirmar a informação. “João, seu patrão tem razão. O contato do cimento com a pele pode provocar problemas como alergias, irritações e ressecamentos. Mas pode se transformar em lesões sérias, como as rachaduras que inflamam e causam muitas dores”, explicou o médico. “Tome mais cuidado, João. Nossa pele é muito sensível”, completou.

João voltou pra casa pensativo nos riscos que correu e, deste dia em diante, nunca mais trabalhou sem proteção e sempre que via um colega se expondo a riscos chamava a atenção explicando os motivos pelos quais tinha que se cuidar. João, que nunca deu muita atenção ao uso dos EPIs, depois da experiência ruim que viveu, passou a ser mais um propagador das boas práticas de segurança do trabalho.

Imagem bônus:

Clique com o botão direito do mouse sobre a imagem abaixo, salve no seu computador e compartilhe

trabalho seguro

Faça como Ronaldo. Melhore sua alimentação durante o verão!

28/01/2020 | Herbert Bento

Ronaldo era seu nome. Seu posto de trabalho? O armazém. Era um exímio operador de empilhadeira. Morava longe da empresa, por isso, para compensar as poucas horas de sono, dormia direto no ônibus. Ele cruzava diariamente a região metropolitana de Recife.

Mas era na empresa que seu brilho reluzia. Em parte devido ao seu bom caráter, em parte devido ao seu físico e gula. Já haviam lhe falado:

– Ronaldo, você precisa manerar. Seis bifes no almoço! Assim você vai ter um “troço” a qualquer hora. – Deixa disso. Essas coisas não acontecem comigo. Meu Santo é forte.

No último exame de rotina da empresa, seu exame de sangue já indicava que os longos anos de abuso de comida e álcool já estavam trazendo problemas. Seu físico também o colocava na posição de risco típica: grande concentração de gordura abdominal. Em bom português: aquela barriguinha proeminente.

Ronaldo tinha 42 anos, casado pela segunda vez, tinha 3 filhos, todos do seu segundo casamento. Gostava do que ele chamava de coisas boas da vida. No refeitório da empresa, se gabava de sua farta alimentação. Anos e anos de excessos foram se acumulando no que ele chamava de seu “calo sexual”.

Mas era verão, mais precisamente, mês de janeiro. Em Recife, uma calor “de lascar”, como diz o povo por lá. O Técnico em Segurança do Trabalho da empresa o alertou:

– Ronaldo, nosso corpo é capaz de regular sua própria temperatura. Mas olha, preciso ser sincero com você, se agente abusar dele, fica igual a computador, pode “dar pau”. Podemos entrar em estado de choque!

Ronaldo reagiu com agressividade: – Por que você está falando isso comigo, disse.

O TST respondeu: – Olha, a menina da saúde ocupacional comentou comigo sobre os resultados do seu exame de sangue. Sei que não é correto. Mas fico preocupado com você, por isso estamos conversando em particular. No calor que anda fazendo, ainda mais no seu estado atual, você pode acabar tendo uma insolação! Além disso, você trabalha na área de entrega, operando a empilhadeira. Precisa se cuidar mais. Seu corpo não pode suportar essa onda de calor que anda fazendo.

Continuou o TST:

– Para evitar passar mal devido ao calor, devemos nos prevenir. Devemos usar roupas claras que reflitam o calor. Roupas escuras, pretas, nem pensar! Devemos também evitar comer muito, especialmente alimentos gordurosos! Também é importante beber líquidos para repor a água que nosso corpo libera durante a transpiração.

Ronaldo retrucou:

– E você já viu alguém passar mal de calor?

– Claro, lógico! Durante minha experiência profissional como TST, já observei alguns casos. Entre os sintomas estão a náusea, fraqueza, dor de cabeça e suor excessivo. Não me lembro de quantas vezes tive que levar a vítima até um local fresco e arejado. Dar água. Até já coloquei tecidos molhados sobre a pessoa para abaixar a temperatura.

– Nossa! Sério? Não sabia disso. Disse Ronaldo.

– Sério, muito sério. E penso que no seu estado atual você deveria se controlar. Disse o TST. – Tá, vou pensar no seu caso. Preciso ir agora. Valeu. Respondeu Ronaldo, voltando rápido para seu posto de trabalho.

Enquanto voltava ao armazém, para retomar sua rotina, Ronaldo pensou. “Quer saber, minha patroa já vem me falando essas coisas também. E agora esse amigo aqui da empresa. Belo TST ele é! Cara, gente boa. Sinceramente, vou dar ouvidos a eles. Já estou cansado de ostentar esse meu “calo sexual” aqui, disse batendo na barriga.

– Está na hora de reduzir essa gordura, vou procurar um nutricionista e iniciar uma dieta hoje mesmo!

NOTA 1:

E você, o que aprendeu com a história do Ronaldo? Discuta com seus colegas as medidas que precisam ser tomadas para evitar os riscos do excesso de calor durante o verão.

NOTA 2:

Os casos relatados no site são fictícios. Qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência.

Estressadinho e Desligado: o caso da chave de fenda voadora

12/01/2020 | Herbert Bento

Eram dois amigos, que trabalhavam no setor de manutenção de uma fábrica, em Osasco, São Paulo. Estressadinho era baixo, cerca de 1,60 metros de altura, um corpo forte, um pouco acima do peso, já ostentava uma certa barriguinha com os seus 45 anos bem vividos.

Desligado era magro, bem mais alto e fazia o tipo bonaxão, boa praça, falava com todo o mundo e era bem quisto pelos amigos. Sua marca registrada era sua calvície, já bem avançada. Característica que herdara de seu pai. Ele era o oposto de Estressadinho que, com seu estilo “falo o que me vem na telha” adorava comprar uma briga. Apesar das diferenças, os dois eram amigos.

Quando estavam trabalhando, Estressadinho usava corretamente os EPIs que haviam sido indicados pelo TST da empresa. Embora ele falasse abertamente, “esse técnico de segurança é muito mala”, sabia, no fundo, que era para o seu bem e usava os EPIs, pois entendia os risco do seu ambiente de trabalho, embora não gostasse de demonstrar isso aos colegas. Gostava de passar por machão.

Já Desligado achava que nada nunca ia acontecer com ele. Havia lido alguns livros de auto-ajuda e teoria new age e acreditava que se preocupar com coisas ruins acabavam trazendo essas coisas ruins para ele. Seu estilo despojado trazia muitos amigos, que gostavam do seu jeito leve de ser.

Certo dia os dois amigos trabalhavam juntos na recuperação de uma bomba hidráulica no segundo andar do prédio da manutenção. Faltavam poucos minutos para o horário do almoço e

ambos já estavam loucos por uma pausa. Era dia de bife de fígado no refeitório da empresa e só de pensar na comida ambos ficavam com água na boca.

Mas a tal bomba hidráulica não estava nem aí para o desejo de ambos. Ela precisava pelo menos ser desmontada antes do intervalo de almoço, para que após o almoço eles pudessem fazer os reparos necessários. Afinal, suas tarefas de manutenção precisavam ser cumpridas no prazo.

O corpo da bomba parecia um pouco enferrujado em seu interior e estava difícil de removê-lo. Precisariam usar o apoio de um objeto metálico. Desligado sugeriu usarem uma chave de fenda para forçar a abertura. Estressadinho logo concordou a colocou seus óculos de segurança para se prevenir.

– Você hein? Não perde essa mania de atrair coisa ruim! Disse Desligado.

Finalmente, após algum esforço que deixou os dois ainda mais com fome, conseguiram remover o corpo da bomba. Desligado, rapidamente, deixou a chave de fenda sobre o parapeito da janela.

– Vai deixar isso aí cara? Disse Estressadinho.

– Na volta arrumo. Vamos que já sinto o cheiro do bife de fígado … hummm …acebolado …. Vamos comer! Respondeu Desligado.

dds contos estressadinho desligado

Ao voltar do almoço, seus outros amigos da manutenção trabalhavam próximos ao local onde estava a bomba hidráulica desmontada. Bem parto dali, eles não notaram aquela chave de fenda, sobre o parapeito da janela. Um dos colegas, precisou deslocar um saco de lixo do lugar e se desequilibrou, lançando seu braço por sobre o parapeito da janela, lançando a chave de fenda longe, em direção ao solo, lá embaixo no primeiro andar.

Infelizmente, nesse momento, Estressadinho e Desligado voltavam do almoço. A chave de fenda bateu com força sobre a cabeça de Desligado, causando um ferimento. Sangue escorreu sobre sua cabeça. Foi imediatamente levado à enfermaria onde as medidas de primeiros socorros foram tomadas.

Desligado comentou posteriormente que a dor era forte, mas o pior era ouvir os comentários de Estressadinho que não parava de repetir: “viu, eu avisei!” ou então “ainda bem que essa chave de fenda caiu sobre a sua cabeça, para você aprender, se fosse em cima da minha eu te esganava!”.

A amizade dos dois perdurou e esse incidente serviu de aprendizagem. E você, o que aprendeu com essa história? Discuta agora entre seus colegas e veja que lições podem ser tirados dessa história.

Cuidado com os olhos, Chico Distraído!

12/01/2020 | Herbert Bento

Chico Distraído chegou cedo para trabalhar e foi chamado para uma reunião. Era reunião da Segurança do Trabalho. Como é de praxe na empresa, toda semana eles realizam uma breve reunião para lembrar os colaboradores sobre a importância dos EPIs. E o tema escolhido por Zé Seguro, técnico de segurança do trabalho, foi o uso dos óculos de segurança.

Quando começou a falar, Zé Seguro perguntou quem usava os óculos corretamente. A maioria ergueu a mão, mas na prática ele sabia que poucos usavam. “É importante usar os óculos para evitar que substâncias e pedaços de materiais acabem entrando nos olhos”, explicou. “Vocês podem sofrer sérios problemas, desde queimaduras até a perfuração do globo ocular. É muito sério isso!”, completou.

E assim seguiu explicando sobre sua utilização e benefícios. Como ninguém tinha perguntas, foram liberados a voltar ao trabalho. Zé Seguro ficou feliz ao olhar para a fábrica, minutos depois da reunião, e ver que todos usavam os óculos.

O dia seguia tranquilo até que Zinho apareceu correndo em sua sala pedindo que fosse à fábrica porque havia acontecido um acidente com Chico Distraído. “Ele estava cortando uma lâmina e um pedaço pulou no olho dele”, contou Zinho. “Parece que os óculos dele caíram bem na hora”, disse.

Chico Distraído estava sentado no vestiário com os olhos vermelhos e lacrimejando. “Já saiu o cisco. Está tudo bem”, falou. “Foi só um pedacinho e já consegui tirar. Só está ardendo um pouco porque eu esfreguei tentando tirar”, completou. Ele foi levado ao médico do trabalho que constatou que nada ocorreu. Apenas uma pequena irritação por causa do ocorrido.

Quando viu que estava tudo bem, Zé Seguro foi falar com ele. “Chico, por que você estava sem óculos?”, perguntou. “Não falamos hoje de manhã sobre isso? Dos riscos de ficar sem óculos na fábrica? Você podia ter perdido a visão ou ter tido um problema muito sério!”.

Óculos de proteção

Ele então se defendeu. “Eu não estava sem óculos. Mas quando abaixei a cabeça e comecei a cortar, por causa da trepidação da máquina, ele caiu. E bem na hora saiu um cisco e caiu no meu olho”, falou. “Ele estava meio grande e solto no meu rosto, mas achei que não ia ter problema. por isso não falei nada. Nem dei muita atenção”.

“Chico, você sabe que os óculos precisam ajustar-se ao rosto sem aberturas. Senão o equipamento não é eficiente”, explicou o técnico. “Isso é muito perigoso. Você se safou por pouco, rapaz! Vamos lá trocar estes óculos agora e procurar um adequado a você”.

Foram até a sala dos EPIs e Chico começou a provar os óculos. “Chico, o que você está fazendo? Utilize as duas mãos para tirá-lo”, Zé seguro chamou a atenção. “Por quê? Sempre fiz assim”, comentou Chico. “Mas você é distraído mesmo, né, Chico? Assim você pode se machucar. Uma das hastes pode cutucar ou até perfurar seu olho. Fique esperto, rapaz!”, explicou Zé Seguro.

Chico então passou a segurar os óculos com as duas mãos para retirá-los até encontrar um na medida certa para seu rosto, pois não queria ter problemas novamente como o que aconteceu pela manhã.

Óculos são proteção para os olhos. Não deixe de usá-los. Há muitas coisas a serem apreciadas neste mundo para correr o risco de perder a visão. Cuide-se!

Quem avisa amigo é

05/08/2014 | Herbert Bento

Toda semana acontecia a reunião de segurança do trabalho na fábrica. Muitos operários achavam tudo aquilo uma grande perda de tempo. “É muito chato ficar ouvindo tudo isso. Parece que somos crianças ou que precisamos aprender a trabalhar”, comentavam entre si os operários enquanto o técnico de segurança do trabalho, Zé Seguro, fazia a palestra da semana.

Zé explicava sobre a importância da segurança em trabalhos em altura. Alguns funcionários da empresa trabalhavam na descarga dos caminhões que chegavam com matéria-prima. Era necessário retirar a lona do caminhão, abrir as grades e fazer a retirada das chapas. Um trabalho de risco, já que exigia prender e soltar cabos, riscos de queda, de que a carga tombasse e outros.

Embora soubessem de todos estes riscos, muitos não davam atenção ao que o técnico falava. Pareciam mais preocupados com outras situações do que com a realidade de trabalho do seu dia-a-dia e com sua segurança. Mesmo assim, Zé Seguro aconselhava e estava sempre à disposição para ajudá-los. Logo depois da palestra, todos voltaram às suas atividades.

Passados dois dias, um alvoroço no setor de descarga de matéria-prima. Era Juvenal que havia caído. Ele foi prender a lona do caminhão nos ganchos e acabou caindo. Embora tenha sido de pouca altura, o rapaz se machucou e precisou ser encaminhado ao hospital. Na verificação do ocorrido, Zé Seguro descobriu que o rapaz não usava cinto de segurança, por isso caiu. No hospital, foi informado de que o jovem quebrou a perna e precisaria de alguns de afastamento para recuperação e teria de usar cadeira de rodas.

“Meu jovem, olha o que sua imprudência fez. Agora terá que ficar nesta cadeira por um tempo. Se estivesse usando o equipamento da forma adequada, como ensinei, nada disso teria acontecido”, comentou Zé Seguro. “É verdade, Zé. Eu tô muito arrependido. Tô sentindo muita dor e vou causar transtorno a muita gente agora que tô assim”, comentou Juvenal.

“A verdade é que não dava importância ao equipamento e sempre achei que não ia acontecer comigo. Eu devia ter te ouvido. você não fala e não cobra tanto a gente porque é chato, mas sim porque se preocupa com nossa saúde, com nossa vida”, analisou. “Meu acidente poderia ter sido bem pior. Graças a Deus que não me machuquei muito. Nunca mais vou deixar de ouvir suas recomendações”, falou.

“Muito bem, Juvenal. Você descobriu da pior forma quão importante é a segurança do trabalho. Mas que bom que tomou consciência antes que algo mais grave acontecesse. Logo você se recuperará e poderá voltar às atividades”, disse o técnico de segurança do trabalho. “Sim, Zé Seguro. E de agora em diante eu ajudarei a cuidar dos meus colegas, para que eles não passem pelo que estou passando”, falou. Prevenir é muito melhor do que remediar, por isso dê atenção ao que diz o técnico de segurança do trabalho. Ele está lá para cuidar de sua saúde e de sua vida. Ouça-o sempre!

Essa foi por pouco! (DDS Em Contos)

14/05/2014 | Herbert Bento
(adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({});

Era mais um dia normal de trabalho na fábrica para Chico Distraído, que repete diariamente a mesma rotina há 20 anos. Funcionário dedicado e responsável, Chico Distraído tem apenas um problema, que o próprio apelido identifica: a distração. Não é difícil vê-lo esquecendo de equipamentos ligados, ferramentas fora do lugar, deixando o trabalho inacabado.

Com o passar dos anos e o domínio das atividades, Chico Distraído tem se tornado cada dia mais distraído. Esses dias, ele quase provocou um acidente na fábrica. Distraído foi incumbido de empilhar algumas chapas que seriam utilizadas na produção. Zinho, que era seu colega de trabalho, foi escalado para ajudá-lo.

Os dois trabalhavam na colocação das chapas, empilhando uma a uma. Para alcançar o topo da pilha, os dois estavam sobre um andaime, seguindo os procedimentos indicados por Zé Seguro, o técnico de segurança do trabalho. De tempo em tempo, Zé Seguro passava para fiscalizar o trabalho. Quando a pilha de chapas estava com um metro e meio de altura, tudo veio abaixo. Limpezinha, o zelador, passava pelo local bem na hora. Chico Distraído saiu correndo para socorrer o companheiro que, por sorte, não se machucou. “Amigo, você se machucou?”, perguntou Chico. “Foi por pouco”, disse Limpezinha. “Quase passo desta pra melhor. Imagina se tudo isso cai sobre mim?”, falou.

Quando teve certeza de que o zelador estava bem, Chico começou a juntar tudo rapidamente. “Precisamos juntar isso aqui rápido, antes que Zé Seguro passe. Ele não pode ver isso, senão vai sobrar pra gente”, disse Chico. Zinho, que estava sempre atento às normas de segurança, corrigiu o amigo. “Chico Distraído, vamos juntar tudo e arrumar de novo. Porém, precisamos comunicar ao pessoal da segurança. Isso que aconteceu é um quase acidente e precisa ser registrado”, comentou Zinho. “Poderia ter acontecido algo sério por descuido nosso na sinalização e isolamento do local”, explicou.

Esse Conto Mostra Porque É Importante Comunicar Quase Acidentes

Quando Chico Distraído saiu para fazer o registro da ocorrência, pisou em uma mancha de óleo no chão e escorregou. Quase caiu. Olhou para o chão, resmungou e seguiu até a sala do técnico de segurança. “Zé Seguro, tivemos um problema quando empilhamos as chapas. Elas caíram e quase atingiram o Limpezinha. Sorte que ninguém se machucou!”, disse. Zé Seguro, surpreso com o comunicado da ocorrência, parabenizou Chico pela atitude. “Parabéns, Chico! É assim mesmo que a gente age. Qualquer coisa que aconteça fora da rotina da fábrica deve ser avisado para que possamos tomar providências. Foi só isso? Mais alguma coisa?”, perguntou. Chico pensou um pouco e respondeu: “Não, senhor”. Então voltou ao seu local de trabalho.

No caminho, viu seu colega escorregar na mancha de óleo e cair. Ele correu para ajudar e sentiu um leve peso na consciência. “Eu também escorreguei aqui e não fiz nada. Se eu tivesse limpado ou avisado alguém, poderia ter evitado essa queda”, pensou.

Com tantas ocorrências naquele dia, Chico Distraído estava ainda mais desconcentrado e cometeu mais um deslize. Ele deixou a chave de regulagem sobre a máquina. Quando o colega do outro turno chegou para trabalhar e foi ligar o equipamento, bateu na chave que caiu quase em seu pé. “Ufa! Foi por pouco!”, pensou. “Se caísse no meu pé teria machucado porque é pesada”, completou. Como foi só um deslize, ele ignorou o fato, juntou e guardou a chave. Ele não sabe, mas sua atitude pode vir a prejudicá-lo novamente. Como o colega do outro turno não comunicou o quase acidente ocorrido, Zé Seguro não sabe que a chave ficou fora do lugar. Chico Distraído não será advertido e poderá repetir o feito, causando um acidente.

(adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({});

Diferentemente do que muitos pensam, um quase acidente merece tanta ou mais atenção do que um acidente. Ele é um aviso da mesma maneira, com a vantagem de que o acidente pode ser evitado. Um quase acidente pode facilmente provocar um acidente real quando não se está tão alerta ou quando os reflexos não estão atuando tão bem. Um quase acidente é sinal claro de que algo está errado. Por isso deve ser comunicado sempre. Faça sua parte e evite que o acidente aconteça.

Fundado em novembro de 2008, o DDS Online contribui para a área de Segurança e Saúde Ocupacional através da divulgação de temas para DDS e cursos online.

Nos siga

© 2022 Escola da Prevenção - Herbert B Faria Treinamentos CNPJ 18.768.540/0001-85 Todos os direitos reservados.