Qualidade

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Dicas de Higienização e Conservação do EPI

12/10/2020 | Herbert Bento

O equipamento de proteção individual ou simplesmente EPI é um item de uso obrigatório a todos os trabalhadores que atuem como empregados sob regime da CLT e que estejam expostos aos riscos ocupacionais.

O fornecimento e o treinamento de utilização deve ser oferecido pelo empregador, de forma totalmente gratuita para o trabalhador. Cabe a ele, contudo, zelar pela sua qualidade, fazer seu correto uso e não trabalhar sem utilizá-los.

Normalmente, o primeiro contato que o trabalhador tem com o EPI é durante a integração, quando ele chega na empresa pela primeira vez.

É nesse momento que ele será apresentado para a empresa e algum de seus colegas de trabalho e será informado sobre seus direitos e obrigações. Saberá também quais são os riscos e agentes que existem no setor onde vai trabalhar e receberá os EPI’s, será ensinado de como utilizá-los e depois assinará a Ficha de EPI, documento obrigatório.

SEMPRE USE EPISempre use os EPI

Mas é no dia a dia que as dúvidas surgem: como lavar o meu protetor auricular (auditivo)? Como conservar melhor meu calçado de segurança? Quando devo jogar fora a luva velha? Vamos dar algumas dicas importantes para você.

Como lavar e cuidar melhor do EPI – Equipamento de Proteção Individual

Algumas pessoas não sabem, mas o EPI deve ser lavado e é preciso tomar alguns cuidados com ele. Alguns EPI’s devem ser lavados todos os dias, inclusive – tudo dependerá do tipo de atividade desenvolvida, do EPI e da exposição ao qual o EPI fica.

Vamos exemplificar: Se você trabalha em um local com ruído acima do Limite de Tolerância e que também tem poeira, você provavelmente utilizará diversos EPI’s, inclusive o protetor auditivo e o respirador (também chamado de máscara, embora a nomenclatura esteja errada e seja apenas para solda).

Ao final do dia, ao retirar o protetor auditivo você nota que ele parece sujo, empoeirado. O que fazer?

Se ele for um EPI descartável, basta descarta-lo no local correto, contudo se ele for permanente é necessário que você o lave com sabão neutro e água corrente e o deixe secar até o dia seguinte.

Separamos mais algumas dicas para você cuidar melhor do seu EPI:

• Capacete: passe um pano úmido, ao final do dia, para retirar o excesso de sujeira. Caso esteja trincado ou sem a fita não o utilize e solicite novo capacete ao responsável pela entrega de EPI;

• Óculos: ao final da jornada pode lavá-lo com sabão neutro ou detergente. Não utilize se estiver embaçado ou trincado e ao lavar não utilize esponja, apenas suas mãos. Seque com papel toalha ou toalha macia. Se preciso, troque;

• Respirador: passe pano úmido ao final do dia e seque com papel toalha ou toalha macia, troque os filtros sempre que necessário;

• Calçado: deixe descansar no período que estiver fora do trabalho, na sombra. Uma vez a cada quinze dias ou mês lave-o e seque-o na sombra. Não utilize se estiver rasgado, furado ou danificado. Não utilize fora do trabalho;

• Luva, mangote e perneira: lave ao final do dia com sabão neutro e deixe secar na sombra. Não utilize se apresentar estragos. Não utilize para outros fins fora do trabalho;

• Protetor auditivo: lave ao final do dia para retirada de sujeiras e secreção do ouvido. Deixe secar naturalmente, na sombra. Não corte os fios do protetor. Dê um nozinho ao lado de um deles e sempre utilize aquele lado no mesmo ouvido. Cuide-se para não desenvolver uma infecção no ouvido, são muito graves e doloridas.

• Uniforme: apesar de nem sempre ser um EPI, os uniformes também devem ser cuidados para não prejudicar a saúde e integridade física dos trabalhadores. Lave-o sempre que necessário e não utilize o seu uniforme de trabalho, especialmente se for EPI (aventais, roupas térmicas, etc) fora do ambiente de trabalho onde ele é obrigatório. Se apresentar danos, solicite a substituição.

Em caso de dúvida, procure o Técnico de Segurança da sua empresa ou responsável pela entrega dos EPI’s.

Ciclo PDCA: o caminho da qualidade

17/06/2020 | Herbert Bento

O Ciclo PDCA foi idealizado por Shewharte mais tarde aplicado por Deming no uso de estatísticas e métodos de amostragem.

O Ciclo PDCA nasceu no escopo da tecnologia TQC (Total Quality Control), Controle Total da Qualidade, como uma ferramenta que melhor representava o ciclo de gerenciamento de uma atividade.

O conceito do Ciclo evoluiu ao longo dos anos vinculando-se também com a ideia de que, uma organização qualquer, encarregada de atingir um determinado objetivo, necessita planejar e controlar as atividades a ela relacionadas.

Deve ser aplicado, totalmente recomendado em qualquer projeto em sua fase inicial, ou seja, desde o planejamento.

É composto por quatro etapas, onde o ciclo não se fecha, tem o percurso da melhoria contínua.

O Ciclo PDCA compõe o conjunto de ações em sequência dada pela ordem estabelecida pelas letras que compõem a sigla: P (plan: planejar), D (do: fazer, executar), C (check: verificar, controlar), e finalmente o A (act: agir, atuar corretivamente).

PLANEJAMENTO (P): Estabelecer objetivos e processos, necessários para atingir resultados, de acordo com os requisitos dos clientes e as políticas da organização. Definir o que queremos, planejar o que será feito, estabelecer metas e definir os métodos que permitirão atingir as metas propostas.

EXECUÇÃO (D): Implementar os processos. Tomar iniciativa, educar, treinar, implementar, executar o planejado conforme as metas e métodos definidos.

AVALIAÇÃO (C): Monitorizar e medir os processos e produtos relativamente às políticas, objetivos e requisitos do produto e reportar os resultados.
Verificar os resultados que se está obtendo, verificar continuamente os trabalhos para ver se estão sendo executados conforme planejados.

AÇÃO (A): Tomar ações para melhorar continuamente o desempenho dos processos.

MELHORIA CONTÍNUA: Fazer correções de rotas se for necessário, tomar ações corretivas ou de melhoria, caso tenha sido constatada na fase anterior a necessidade de corrigir ou melhorar processos.

Essa metodologia não se restringe ao que se diz um modelo de gestão da qualidade como é o caso da NBR ISO 9001, mesmo pelo fato de que outras normas utilizam essa ferramenta. Qualquer projeto que envolva planejamento é sugerido o uso do ciclo PDCA, pois este proporciona controle, organização e qualidade sobre o que será consumado.

Este ciclo exige o envolvimento de todos, é de extrema importância que cada um entenda o seu papel na execução e o faça como está determinado no planejamento.

É uma ferramenta de uso contínuo com o propósito de sempre alcançar a melhoria, as iniciativas para isso se determina em medidas de controle, ou seja, se for necessário corrigir algo, adota-se uma medida corretiva e se for para aperfeiçoar, uma medida preventiva.

A comunicação nessa gestão é imprescindível, pois é um canal aberto que irá fomentar o resultado da execução e também será efetivo em todas as etapas.

De fácil entendimento, o ciclo PDCA pode ser adotado até na vida pessoal, pois tudo que fazemos pede planejamento, a execução dessa proposta, o monitoramento, checagem se tudo esta ocorrendo como o previsto e ações de melhorias para alcançar o que proposto, até chegar em seu objetivo.

A busca por melhorias possibilita o crescimento pessoal e profissional de cada um, adote essa ferramenta e aperfeiçoe seus projetos.

Imagem bônus

Dica: clique com o botão direito do mouse sobre a imagem abaixo para salvar no seu computador. Compartilhe a vontade!

ciclo pdca

Veja também: DDS sobre motosserras

Qualidade: Trabalhar com Foco no Cliente

08/12/2019 | Herbert Bento

Lembra daquelas entrevistas que você respondia na rua, por telefone ou pela internet sobre determinado produto? Ou perguntas sobre seus hábitos de consumo? Qual o objetivo dessas pesquisas?

Elas tem um propósito: melhorar a qualidade de um produto ou serviço.

Essas pesquisas são baseadas na satisfação do cliente, tem uma importância crucial de tomada de decisão na escolha do desenvolvimento de um produto ou serviço.

A NBR ISO 9001 é a certificação para um Sistema de Gestão da Qualidade.

O maior objetivo dessa norma é o foco no cliente.

O cliente é o nosso indicador de satisfação. Ele é quem deve dizer se nosso trabalho está sendo bem desenvolvido e também dar diretrizes sobre o que é preciso melhorar.

Assegurar a satisfação do cliente envolve matéria prima de qualidade, um processo produtivo adequado, uma equipe motivada e unida para desenvolver as atividades de acordo com cada requisito.

Um dos entendimentos deve ser o de que a empresa trabalha com o foco de atender a necessidade e expectativa do cliente.

Fazer a equipe entender essa essência, faz toda a diferença. O cliente percebe quando a empresa é comprometida e trabalha com o intuito de atendê-lo.

Hoje é uma questão de sobrevivência de mercado. O cliente está mais autocrítico e possui mais informação e se comunica com outros consumidores, sendo mais exigente na escolha do produto ou serviço que estará adquirindo.

Os canais de comunicação da empresa são uma ponte para fornecer essa resposta. O feedback gerado mostra para a gestão da empresa o que deve ser melhorado.

A equipe técnica também precisa estar comprometida com o crescimento, inovação, tecnologia e aprimoramento.

Participar de treinamentos constantes, se atualizar sempre, conhecer especificações técnicas dos produtos, participar dos diálogos de segurança são maneiras de se aprimorar.

Dica: se encontrar dificuldade de fazer o colaborador entender que o trabalho dele implica na satisfação do cliente, aproveite a SIPAT Semana Interna de Prevenção de Acidente para realizar um “teatro”, fazendo com que ele passe por cliente e precise do produto que é fabricado na empresa.

A empatia dentro de uma organização é um fator que colabora a nosso favor. A melhor maneira de conscientizar o colaborador é fazer com que ele se coloque no lugar do outro.

E se você é gestor, use suas ferramentas para disseminar a todos o conhecimento, fazendo com que cada um colabore para um cenário de sucesso. Supere as expectativas de seus clientes e eles serão fiéis a empresa.

O cliente conta com a capacidade, interesse e colaboração de cada um para que seja bem atendido e tenha êxito em seu pedido.

Hoje o mercado está sobrecarregado, a concorrência é grande e só os melhores sobreviverão, não os maiores e sim os melhores, aqueles que fazem com carinho, que dão o melhor naquilo que executa.

Dê o seu melhor e trabalhe com excelência.

Os outros cinco esses da qualidade

03/11/2019 | Herbert Bento

O “Programa 5 S´s” foi elaborado por Kaoru Ishikawa (1915-1989), nascido em Tokyo, Japão, de uma família de grande tradição industrial, graduou-se em Química Aplicada em 1939 e doutorou-se em 1960. Kaoru elaborou esse programa no período pós-guerra, quando o país vivia a chamada crise de competitividade. Além disso, havia muita sujeira nas fábricas japonesas, sendo necessária uma reestruturação e uma “limpeza”.

O Programa demonstrou ser tão eficaz enquanto reorganizador das empresas e da própria economia japonesa que, até hoje, é considerado o principal instrumento de gestão da qualidade e produtividade utilizado naquele país e em vários outros que adotaram, por ser simples e de ótima aplicabilidade, pois pode ser implantado em empresas de todos os segmentos, setores e até em casa.

O “Programa 5S” foi desenvolvido com o objetivo de transformar o ambiente das organizações e a atitude das pessoas, melhorando a qualidade de vida dos funcionários, diminuindo desperdícios, reduzindo custos e aumentando a produtividade das instituições.

O Programa tem esse nome por começar com a letra S e adaptado para Senso aqui no Brasil:

1. SEIRI – SENSO DE UTILIZAÇÃO

2. SEITON – SENSO DE ARRUMAÇÃO

3. SEISO – SENSO DE LIMPEZA

4. SEIKETSU – SENSO DE SAÚDE E HIGIENE

5. SHITSUKE – SENSO DE AUTO-DISCIPLINA

Mas, a nossa abordagem é sobre os outros cinco esses que foram desenvolvidos por brasileiros, que ampliou e aperfeiçoou o programa 5 S japonês, e é uma proposta que visa:

• Despertar a responsabilidade social das pessoas e das organizações;

• Recuperar valores éticos e morais;

• Buscar a melhoria na utilização, arrumação e limpeza dos ambientes;

• Aumentar a qualidade e a produtividade;

• Desenvolver o espírito de equipe;

• Cuidar da saúde e segurança;

• Treinar os colaboradores;

• Diminuir perdas e desperdícios.

Como vimos, os 5 primeiros S´s foram criados no Japão. Do sexto ao oitavo, foi criado pelo professor José Abrantes, propondo 3 novos sensos.

6. SHIKARI YARO – SENSO DE DETERMINAÇÃO E UNIÃO

7. SHIDO – SENSO DE TREINAMENTO

8. SETSUYAKU – SENSO DE ECONOMIA E COMBATE AOS DESPERDÍCIOS

O nono S sugeriu um novo senso como necessidade brasileira.

9. SHISEI RINRI – SENSO DOS PRINCÍPIOS MORAIS E ÉTICOS

Após a análise das práticas de gestões das organizações, foi acrescentado o 10º S pelo Engenheiro José Ailton Baptista da Silva.

10. SEKININ SHAKAI – SENSO DE RESPONSABILIDADE SOCIAL

Este último conquistou até uma Norma Brasileira – NBR 16001 Responsabilidade Social – Sistema de Gestão – Requisitos. O assunto ganhou o mundo e a ISO International Organization for Standardization elaborou uma norma a nível internacional de Responsabilidade Social ISO 26000 que são diretrizes sem propósitos de certificação.

É ideal que as empresas que desejam melhorar seus resultados implantem o 10S integralmente. Também pode ser implantado um S de cada vez, iniciando-se por um levantamento que indique qual S é prioritário no momento.

O primeiro passo para a implantação do programa é a empresa identificar a necessidade de melhorias, elaborar um levantamento dos pontos críticos, envolver todos os colaboradores no projeto e implantar de forma sistêmica para se obter um resultado positivo a nível de organização, redução de custos, otimização do tempo e qualidade de vida.

Como a organização do escritório pode ajudar na qualidade

13/06/2013 | Herbert Bento

Uma das ferramentas mais utilizadas por milhares de empresas através de diversos programas de gestão de segurança é a organização, ou melhor, dizendo a conservação da casa ou do escritório, esta ferramenta é um programa voltado para incluir mudanças de melhoria contínua, eliminar os desperdícios, melhorar a limpeza e arrumar o ambiente.

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A mobilização dos empregados é fundamental para a eliminação dos riscos e acidentes além de reduzir os custos, gerenciar o risco ou até mesmo melhorar a satisfação dos empregados. A organização é um dos recursos mais eficazes para ajudar na qualidade.

A autodisciplina também é essencial para envolver os empregados por meio das ações, adaptação às novas realidades de modo que as relações com o ambiente e pessoal sejam recicláveis e sustentáveis de forma saudável. Diante de tanta tecnologia e recursos ao nosso redor é impossível utilizá-los sem aprendizado e treinamento.

Quando praticamos o senso da organização conscientizamos nossos empregados através da autodisciplina que está diretamente relacionada com essa qualidade e com o comportamento seguro de cada empregado. Além das práticas inseguras, as quais são contra as normas e procedimentos de segurança, muitas vezes criamos condições no ambiente de trabalho que podem propiciar acidentes, ou ainda permitimos que tais condições inseguras continuem existindo, quando não damos a devida importância para eliminá-las. E isso requer organização e conscientização.

Vamos encontrar as condições inseguras que podem estar presentes no nosso dia-a-dia e então eliminá-las? Preste atenção:

• Organize o seu local de trabalho, mantendo a mesa sempre em condições de trabalho, sem excesso de documentos.

• Seu local está desorganizado, má arrumado, então arrume-o.

• Ao rasgar folhas de papel, primeiramente verifique se não há grampos.

• Caso observe a presença de grampos no papel, antes de rasgar remova-os utilizando sempre o extrator para remover os grampos do papel.

• Não jogue clipes ou grampos no chão.

• Tenha cuidado com cortadores de papel e outra ferramentas afiadas.

• Não deixe fios espalhados pelo piso.

• Evite deixar arquivos superlotados.

• Evite ligações elétricas improvisadas, etc.

• Armários excessivamente cheios.

• Máquina ou equipamento defeituoso;

• Gavetas e armários abertos;

• Não jogue copos ou outro tipo de lixo no chão.

• Jamais corra nas dependências da Companhia.

• Organize o seu local de trabalho, mantendo a bancada de trabalho sempre organizada e sem excesso de ferramentas manuais ou documentos se for o caso.

• Evite dispor ou empilhar materiais de forma incorreta.

• Evite correrias e brincadeiras durante suas atividades.

• Tenha cuidado com ferramentas afiadas que fazem parte da sua rotina de trabalho.

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Atitudes como estas são determinantes para criar um ambiente seguro. Desenvolver programas que possam ajudar os empregados a terem noção dos recursos disponíveis e separar o que é útil do que não é ou destinar cada coisa para onde possa ser útil são ações e procedimentos de segurança e qualidade essenciais para o comportamento seguro e a melhoria da organização como um todo.

Através de um conjunto de ações simples a serem praticadas, visando à construção de ambientes seguros, agradáveis, com redução de desperdícios, melhora da qualidade de vida e melhor processo produtivo, é que atingiremos um melhor padrão de qualidade. Portanto, coloque segurança no seu dia a dia, se preocupe com a organização de seu escritório que pode ajudar na qualidade.

Política da Qualidade. É um comprometimento de todos.

15/05/2012 | Herbert Bento
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Nesse artigo explicamos de forma objetiva o conceito de Política da Qualidade.

As organizações modernas necessitam de um constante aperfeiçoamento na gestão para garantir a excelência no desempenho do negócio.

Manter os clientes e partes interessadas satisfeitas, motivar e reconhecer a contribuição dos colaboradores e comunicar-se com clareza em todos os níveis hierárquicos da empresa está entre as questões essenciais para garantir a competitividade das organizações. Se, no passado recente, o sucesso da organização estava relacionado ao foco na qualidade, hoje é a excelência na gestão que torna o negócio bem-sucedido, ou seja, o sucesso sustentado das organizações. (ABNT NBR ISO 9004:2010)

“As organizações vivem um processo evolutivo em que, para sobreviver no mercado, passaram a fazer não só a gestão da qualidade dos processos, mas também trabalhar a qualidade da gestão. Dessa forma, as empresas buscam a excelência, por meio de um processo contínuo e permanente, que gera resultados concretos”, ressalta Ricardo Correa, diretor institucional da Fundação Nacional da Qualidade (FNQ).

Para as organizações que buscam a excelência, é primordial que tenham em suas equipes líderes exemplares. A liderança é extremamente importante e fundamental para definir e comunicar a política, os valores e objetivos da empresa para todos os colaboradores e partes interessadas. O líder precisa atuar de forma aberta, transparente e ativa, incentivando e divulgando a cultura da excelência e a proteção dos interesses da organização.

Ganhos obtidos pelas empresas

• Aplicação de Fundamentos e Critérios de Excelência reconhecidos e utilizados mundialmente.

• Visão sistêmica da organização com foco em resultados.

• Maior cooperação interna, com a mobilização e o comprometimento das pessoas envolvidas.

• Compartilhamento de informações e aprendizado.

• Identificação de pontos fortes e de oportunidades para melhorias.

• Medição de desempenho perante os referenciais.

• Capacitação para se autoavaliar.

• Reconhecimento do mercado e da sociedade.

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A política da qualidade é desenvolvida pela alta direção da empresa, com o intuito de formalizar qual é o perfil da empresa, isto deve acontecer de cima para baixo, para que possa alcançar todos os colaboradores e assim delegar a importância e responsabilidade de cada um.

O diretor da organização deve ter uma visão globalizada de tudo que está acontecendo no mercado e adequar a sua realidade interna, distribuindo então essa visão a todos os envolvidos e aos seus stakeholders.

O comprometimento de cada um é o fator de sucesso ou fracasso de uma empresa, produto ou serviço prestado. Portanto, é necessário o envolvimento em todos os processos da empresa.

Reconhecer os resultados obtidos é ter uma transparência em relação a medição que está sendo feita ao longo do processo. É uma maneira de motivar todos os envolvidos em se empenhar mais e obter mais sucesso no que tange o comprometimento e participação.

Os líderes devem ser exemplo de motivação, qualificação e aperfeiçoamento constante, sendo o primeiro a saber de tudo um pouco e se envolver com cada processo.

Com uma política da qualidade bem elaborada, colocada em prática transmite que a empresa tem valores e objetivos claros com seus colaboradores e reconhecimento de seus clientes que darão preferência no momento de uma contratação.

Qualidade. Produto ou serviço diferenciado ou apenas requisitos distintos?

10/05/2012 | Herbert Bento
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De acordo com a NBR ISO 9001, a qualidade significa satisfazer as necessidades dos clientes (internos, intermediários e externos).

Evolução da qualidade

A evolução da qualidade passou por três grandes fases:

• Era da inspeção;

• controle estatístico;

• Era da qualidade total.

Era da inspeção

• Os produtos são inspecionados um a um, ou seja, 100% do lote;

• O cliente participa da inspeção com o inspetor;

• A inspeção encontra produtos com defeitos, mas não produz qualidade.

Era do controle estatístico

• Os produtos são verificados por amostragem;

• O departamento especializado faz a inspeção da qualidade;

• A ênfase na localização de produtos com defeitos.

Era da qualidade total

• O processo produtivo é controlado;

• Toda empresa é responsável pela garantia da qualidade dos produtos e serviços;

• A ênfase na prevenção de defeitos;

• A qualidade do produto ou serviço assegurado.

Por um longo período as pessoas associavam a melhoria da qualidade ao aumento de custos dos produtos e/ou serviços. No entanto, quando há aumento significativo da qualidade, paralelamente tem-se aumento de produtividade e ganhos relativos. Os custos da qualidade são, na verdade, decorrentes da falta de qualidade por causa das perdas e rejeições no processo. São classificados em custos de prevenção, de avaliação, de falhas internas e externas.

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Esse conceito foi sendo mudado ano a ano, os paradigmas foram trocados por prevenção de controle de perdas de matérias primas e produtos acabados. Porém, na atual década o que predomina é a NBR ISO 9001 com a certificação de um produto ou serviço prestado.

As organizações estão restritas a atuar somente sobre os requisitos legais de leis e normas que incidem na execução do atendimento de um parâmetro.

A qualidade deve ser algo espontâneo que toda organização deveria adotar para bem satisfazer o cliente. Muitas empresas só empregam a qualidade em produtos que serão exportados ou que conquistaram a certificação da qualidade, enquanto outros não tem o menor atendimento desse requisito.

A restrição fica por conta desses produtos diferenciados no mercado e para seu fornecedor ou cliente e assim asseguram o atendimento aos requisitos e os demais produtos ficam como que sem qualidade para tal.

Deve-se adotar para todo e qualquer produto a gestão da qualidade, comtemplando a necessidade do cliente, o atendimento aos parâmetros legais, o respeito ao meio ambiente e aos seus colaboradores.

Qualidade não é um ato isolado, a empregabilidade deve ser a todos e constante em processos de melhoria contínua e acompanhamento de leis e normas que regem seu processo produtivo.

Façamos de qualquer processo produtivo ou serviço prestado baseado em políticas de qualidade, não só ao atendimento legal, e sim a execução de um trabalho bem feito com uma equipe motivada, conhecedora e comprometida com a proposta cedida pela empresa, consumidores e clientes.

A qualidade e a excelência devem acompanhar toda e qualquer atividade desenvolvida em nossa rotina. O melhor sempre deve ser feito com a busca da melhoria contínua, isso é o que nos promove para não deixar de alcançar o melhor.

Sistema de Gestão da Qualidade. Responsabilidade e comprometimento da alta direção

07/05/2012 | Herbert Bento

O Sistema de Gestão da Qualidade está baseado na NBR ISO 9001 que é a norma que certifica um produto ou serviço prestado.

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A adoção dessa norma deve nascer no âmbito da alta direção da empresa, onde a mesma é adquirida no site da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), e a partir daí começa uma série de mudanças na organização, partindo da delegação de um responsável pela implantação da norma.

A alta direção tem como responsabilidade criar a política, meta, missão, visão, objetivo da qualidade que é definido em fase de planejamento.

O processo também contempla as fases de implantação (execução), onde são delegadas funções a cada colaborador, fase de checagem, se a execução está sendo realizada de acordo com o planejado e a fase de agir, entrar com medidas preventivas e/ou corretivas em cada processo checado. O alvo é a busca da melhoria contínua, não tendo nenhuma não conformidade realizada por auditoria externa, a empresa é aprovada e assim então recebe a certificação.

A alta direção não deve ficar imparcial em nenhuma fase da implantação, ela deve ser participativa e atuante junto aos colaboradores, clientes e resultados.

É de responsabilidade da alta direção

• Comprometimento

• Comunicação

• Assegurar o atendimento a todos os requisitos

• Estabelecimento da política da qualidade

• Condução de análises críticas

• Satisfazer o cliente

• Política da qualidade seja apropriada para a organização

• Objetivos da qualidade

• Planejamento do sistema de gestão da qualidade

• A integridade do sistema

• Definir responsabilidades e autoridades

• Indicar um membro

• Receber resultados

• Melhorar o sistema

• Prover recursos necessários

• Infraestrutura

• Gerenciar as condições do ambiente de trabalho

A participação da alta direção é imprescindível no que tange ao sucesso do sistema de gestão da qualidade implantado, na cooperação dos funcionários e na satisfação dos clientes.

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A empresa aberta possui uma visão sistêmica e acompanha a gestão de mudança no mercado globalizado, fomenta o bem estar de seus colaboradores, visa o melhor produto ou serviço prestado a seus clientes.

Gestor comunique-se com a alta direção da empresa é o nível de potencial poder de decisão para que seu trabalho se desenvolva e alcance sucesso com o envolvimento de todos.

É um efeito pirâmide, as ordens e mudanças vem de cima para baixo, contemplando a todos de maneira uniforme e a disseminação de informação, inovação e mudanças ficam mais claros e fáceis de se trabalhar.

Se a alta direção não for qualificada, não tiver conhecimento necessário, gaste tempo para capacitá-los, hoje está sendo investido tempo e informação para alimentar os empresários que são aqueles que irão mudar a história da empresa com reflexos em nossa economia e sociedade.

Alta administração promova e participe de todos os processos de sua organização, a visão sistêmica, ampla e global irá impulsionar a empresa para a conquista de mercado interno e externo e ser bem quista na globalização que vivemos hoje.

A responsabilidade e o comprometimento demonstram a verdadeira essência de uma organização.

CQC e CCQ o que isso tem em comum?

12/03/2012 | Herbert Bento

Com grande audiência e prestígio, amado e odiado por muitos o CQC Custe o Que Custar teve grande repercussão na televisão brasileira, mas o que isso tem a ver com CCQ Círculo de Controle da Qualidade?

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Tem tudo a ver, pois os CCQ´s são círculos de reuniões que buscam a qualidade total custe o que custar.

Criado por Kaoru Ishikawa, Tókio, Japão, defendia a tese que as pessoas deveriam ser responsáveis por conscientizar-se e propor melhorias em suas atividades, e, deveriam ter um mínimo de conhecimento sobre ferramentas da qualidade.

Consiste em reuniões periódicas para ilustrar dificuldades em nível de produtividade e qualidade, pois a demanda e concorrência exige um produto ou serviço com qualidade e quantidade a níveis aceitáveis.

Essas reuniões podem acontecer em horário de expediente ou fora dele, é formado por grupo homogêneo (nível hierárquico e setor), ou heterogêneo (diversos funcionários e áreas). Envolvendo em maior escala os executivos, empresários, gerentes e gestores.

O CCQ passa a ter ênfase no Brasil nas décadas de 70 e 80 se tornando uma prática e ferramenta gerencial para soluções de problemas dos mais diversos tipos. O objetivo dessas reuniões é colocar em pauta os assuntos que cada um traz buscando melhorar o desempenho das empresas em caráter operacional e com isso reduzir os conflitos trabalhistas, pois funcionário satisfeito vai produzir mais e melhor.

É formado por um pequeno grupo, em média de 5 a 12 pessoas que se reúnem voluntariamente e com regularidade, identificando, analisando e propondo soluções para os problemas de qualidade e de produção. Em suma é eleito um coordenador para que seja um elo com a direção da empresa.

CQC e CCQUma recompensa é sugerida ao grupo quando há soluções das questões discutidas, como uma forma de reconhecimento do trabalho e resultados obtidos.

Os assuntos tratados devem ser registrados em uma ata de reunião com todos os detalhes discutidos. Cada membro deve pesquisar e propor melhorias para os pontos que foram abordados durante a reunião. O grupo deve receber treinamento em caso de assuntos novos ou necessidade de reciclagem das informações.

É importante lembrar que esse grupo é voluntário, portanto as discussões são democráticas, não devendo haver constrangimento ou humilhação e sim buscar melhorias práticas na área de qualidade, inclusive com o uso de ferramentas da qualidade, é interessante que os envolvidos conheçam tais ferramentas.

É uma ferramenta que não exige muito, separar um tempo para discutir melhorias, traz grandes resultados para a empresa e para a segurança, bem-estar e qualidade de vida dos funcionários.

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A Qualidade é um fator de Excelência seja o que for que estiver executando.

“Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine”. I Corínthios 13:01.

Fica um convite para as empresas que ainda não desenvolveram CCQ´s em sua empresa, em um período de grande competitividade, consumidores cada vez mais críticos, com a difusão em larga escala de Gestão da Qualidade e capacitação e aperfeiçoamento dos colaboradores para um produto final de melhor qualidade e retorno garantido.

Fundado em novembro de 2008, o DDS Online contribui para a área de Segurança e Saúde Ocupacional através da divulgação de temas para DDS e cursos online.

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