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Administração e Escritório

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Problemas psicológicos, saiba como dar a volta por cima!

24/11/2019 | Herbert Bento

Problemas psicológicos afetam grande parte da população ativa do Brasil. Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde) cerca de 30% dos trabalhadores são acometidos por transtornos mentais, dentre esses cerca de 5 a 10% mais graves.

Jornadas de trabalho muito intensas não são novidades nas empresas, e acontecem independente do segmento em que atuam. E em muitos casos, os trabalhadores passam a viver sob tamanho estresse diante das tarefas que precisam ser realizadas, que podem desenvolver algum problema psicológico.

Problemas, distúrbios ou transtornos psicológicos são caracterizados por qualquer alteração mórbida do modo de pensar e/ou humor (emoções), e/ou por alterações mórbidas do comportamento, comprometendo a saúde física e afetiva das pessoas além de lhes impedir de ter uma boa qualidade de vida.

No ambiente da construção civil, esse diagnóstico não poderia ser diferente. Diante de longas jornadas de trabalho, trabalhos intensos, uso de força física, prazos, exigências, etc. o trabalhador pode acabar comprometendo sua saúde mental.

A pressão no trabalho gera ansiedade, sendo classificada como a principal culpada por tirar o bem estar físico e mental dos trabalhadores. Ela ataca diretamente a qualidade de vida das pessoas fazendo com que as mesmas apresentem um distúrbio denominado “presenteísmo”. Este distúrbio é caracterizado quando o empregado não desempenha suas funções nas condições de saúde ideais e tem sua produtividade diretamente afetada.

Em alguns casos de presenteísmo, a pessoa é identificada por “estar presente no local, mas com a mente em outro diferente”, ou seja, perde sua capacidade de concentração no trabalho, podendo causar acidentes, consigo mesma ou com colegas de trabalho. Nos canteiros de obras, a atenção é exigida e deve estar sempre presente, portanto, é imprescindível que todos estejam em plenas condições mentais para a realização do trabalho.

stress


Outros problemas também são comuns, como agressividade, depressão, irritabilidade. A rotina de trabalho muitas vezes é massacrante, e em alguns casos trabalhadores não conseguem se desligar dela, deixando de viver suas vidas pessoais por se dedicarem demais ao trabalho.

Esse tipo de conduta também gera conflitos psicológicos, pois o trabalhador começa a se questionar, “estou agindo certo?”, “preciso dar suporte a minha família, por isso trabalho tanto”, “estou cada vez mais longe dos meus filhos”. E esses questionamentos alavancam dúvidas, que desenvolvem problemas maiores.

Pensamentos como esses são ditos “catastróficos” precisam ser gerenciados. Em vez de ficar pensando no que de mal está lhe acontecendo, porque não usar o tempo para tentar encontrar soluções?

O ser humano, por si só, passa por várias dificuldades ao longo da vida, mas o mais importante é aprender a como lidar com elas, antes que elas nos dominem.

Se você estiver apresentando algum sintoma que não esteja de acordo com seu comportamento normal, procure ajuda! Se não souber aonde ir, informe-se com o responsável pelo seu setor, ele saberá te indicar a melhor forma de solucionar seu problema.

O mais importante de tudo é não se deixar abalar diante das dificuldades que a vida possa oferecer. Elas aparecem em forma de desafios, e desafios foram feitos para serem vencidos!

Não desanime!

Organização no escritório: como elaborar um plano de ações

24/11/2019 | Herbert Bento

Em um sentido geral, organização é o modo pelo qual se organiza um sistema. É o processo de reunir recursos físicos e principalmente humanos essenciais para a execução dos objetivos de uma empresa. Pode ser definida também como uma combinação de esforços individuais que tem por finalidade realizar propósitos coletivos.

Dessa forma podemos começar a entender porque a organização é importante em um local de trabalho. Imagine trabalhar em um local onde tudo está fora do lugar, onde o espaço físico está mal planejado, onde as pessoas presentes não conseguem se concentrar diante de tamanha falta de organização?

Um escritório é um belo exemplo de local que deve, por obrigação, ser organizado e bem administrado. Mas para que a organização seja alcançada é necessário planejamento. E de que forma isso é alcançado?

Através da administração, que é o processo de planejar, organizar, liderar e controlar o trabalho usando os recursos disponíveis para alcançar os objetivos estabelecidos.

Os processos administrativos, ou seja, a forma pela qual a administração irá auxiliar na manutenção da organização são os seguintes:

– Planejamento: Consiste na decisão antecipada do que deve ser feito para que determinado objetivo ou meta seja alcançado.

– Projeto: É um plano de ações onde estarão contidas todas as ideias do planejamento.

A partir do momento em que o planejamento foi estipulado e conta em um projeto, a aplicação das ideias fica mais fácil e passa a ser de entendimento de todos.

Vamos então criar agora um planejamento e um plano de ações acerca da organização de um escritório.

– Para manter a ordem é necessário se livrar de tudo aquilo que não é mais necessário. Portanto, remova pelo menos um item (dentre os seus pertences) que não foi utilizado no mês anterior. Podem ser até canetas que não funcionam mais. Jogue-as fora.

– Faça um inventário (uma descrição minuciosa de coisas). Revise todo o material e faça uma lista do estoque. Após essa etapa, organize todos os itens por categoria. A manutenção dos materiais dessa forma auxilia muito o dinamismo do trabalho.

– Descarte! Retire papéis sem utilidade das mesas, esvazie lixeiras, revise os rascunhos para ver se há necessidade de mantê-los.

– Defina um local para cada coisa. Por exemplo: canetas, papéis, tesouras, arquivos, agendas, etc. Assim, quando for necessário utilizar algo, basta procurar no local determinado.

– É essencial também pensar na forma como o espaço físico é arranjado. De que forma estão dispostos os móveis no ambiente de trabalho? Da forma como estão te prejudica ou te ajuda? Pense na melhor maneira de arranjar o espaço para que você ganhe mais tempo e não se perca no meio do caminho.

– Pense em funcionalidade. Por exemplo, se é seu trabalho realizar o pagamento de muitas contas, mantenha na sua mesa uma calculadora, caneta, bloco de rascunho, ou seja, tudo aquilo que for auxiliar na sua tarefa. Assim torna-se mais fácil e eficiente realizá-la, evitando que você perca tempo a procura do que lhe falta.

– Sempre que retirar algo do lugar, guarde-o novamente. Caso não seja possível guardar logo após ter utilizado, espere o fim do expediente e o faça. Mantenha a ordem e evite que quando outra pessoa for procurar o objeto, não o encontre.

– Pense na ergonomia. Se durante o período de trabalho você se sente desconfortável, com dores, sente-se sempre sob pressão, fica estressado, ou sente que o trabalho está monótono demais, é o momento de repensar o trabalho. Alguma coisa está fora do eixo. Certifique-se de estar trabalhando com a iluminação adequada, se o ambiente tem uma temperatura agradável, se lhe são oferecidos intervalos para descanso (principalmente para quem trabalha com computador por longos períodos), etc. Existem muitas formas de melhorar o desempenho no ambiente de trabalho, apenas corrigindo erros ergonômicos. Identifique quais são os seus e conserte-os.

Após a identificação de todos os itens mencionados anteriormente, fica mais fácil montar um plano de ações para criar medidas que serão aplicadas na melhoria do desempenho organizacional do escritório.

Viu como não tem muito mistério? Basta ser aplicado e não deixar para depois, que os problemas acabam sendo resolvidos!

Uso excessivo do computador: LER e DORT

25/10/2019 | Herbert Bento

Antigamente quando o tema “segurança no trabalho” era utilizado, a maioria das pessoas relacionava a acidentes ou doenças ocupacionais. Porém, nos dias atuais, e com a grande diversidade de setores existentes no mercado de trabalho, fica difícil fazer uma relação tão singela.

Com o advento da tecnologia, muitos setores de trabalho foram acompanhando as inovações e, consequentemente, se informatizando. Assim, muitos trabalhadores passaram então a trabalhar por horas em computadores, a principal ferramenta do mundo tecnológico.

O que não se sabia de início era que toda essa praticidade trazida pela informatização do trabalho causaria o surgimento de novas doenças ocupacionais. Mas como assim? É simples. Pessoas que passam a maior parte do tempo trabalhando somente em computadores, sem tomar os cuidados necessários acabam adquirindo algum problema de saúde.

Os problemas relacionados ao mau e excessivo uso dos computadores são um dos principais focos de estudo da Ergonomia, pois um de seus objetivos é proporcionar melhorias na relação trabalho – trabalhador.

Sempre que falamos sobre doenças relacionadas ao mau ou excessivo uso de computadores, a primeira a aparecer na lista são as doenças musculoesqueléticas.

Vamos agora entender melhor do que se tratam:

• LER/DORT

– LER: São lesões por esforços repetitivos.

– DORT: São doenças osteomusculares relacionadas ao trabalho.

Causas:

– Constantes movimentos repetitivos sem repouso suficiente;

– Ritmo de trabalho intenso;

– Falta de tempo para ir ao banheiro;

– Necessidade de ficar parado ou sentado durante muito tempo;

– Móveis e equipamentos incômodos;

– Cobrança excessiva para produzir no ritmo estipulado.

Quando o trabalhador apresenta pelo menos duas das causas citadas acima, está diagnosticado um caso de LER/DORT. Após esse diagnóstico, o trabalhador deve permanecer sempre atento à sua saúde e ao trabalho que realiza para prevenir possíveis doenças, tais como:

– Tendinite: É a inflamação aguda dos tendões dos músculos flexores, sendo mais comum em punhos, cotovelos e joelhos. Ao realizarmos um movimento, contraímos o músculo e esticamos o tendão. Com a repetitividade constante do movimento o tendão acaba sendo lesionado, causando forte dor local.

– Tenossinovite (dedo em gatilho): Bastante semelhante à tendinite, diferindo somente no local da inflamação. Neste caso acontece na bainha sinovial que envolve o tendão, próxima ao osso, sendo mais comum nos dedos das mãos.

– Bursite: É a inflamação da bursa, uma bolsa que contém um líquido que envolve os tendões e serve de amortecedor entre o músculo e o osso. O local no corpo humano onde há a maior quantidade de bursa é o ombro, por isso esse é o local mais acometido.

– Síndrome do Túnel do Carpo: Ocorre quando o nervo que passa pelo punho fica submetido à compressão, causada pelo estreitamento do canal por onde o nervo passa. Assim há uma inflamação crônica dos tendões, causando forte dor.

A LER/DORT divide-se em três fases:

– Fase 1: Dores fortes e constantes durante certa atividade repetitiva.

– Fase 2: As dores não desaparecem mesmo quando em repouso.

– Faze 3: Estado doloroso intenso com incapacidade funcional, mas não necessariamente permanente.

Além das doenças, o trabalhador ainda é acometido por outros problemas, tais como:

– Fadiga muscular;

– Alteração da sensibilidade;

– Sensação de peso;

– Perda de controle de movimentos;

– Dor;

– Formigamentos.

O grande problema dessas doenças é que elas não surgem de uma hora pra outra. São cumulativas, ou seja, quanto mais a pessoa repetir o erro, mais chances têm de contrair alguma das doenças citadas anteriormente. O processo é lento e gradativo, por isso exige tantos cuidados.

E de que forma acontece a prevenção?

– Primeiramente, é primordial que o trabalhador preste atenção em si mesmo. Observe se o seu organismo não está demonstrando alguns sinais de alerta, que muitas vezes passam despercebidos.

– Ao sentir qualquer tipo de dor, procure logo um médico. Não deixe a dor ficar insuportável para procurar por ajuda.

– Utilize mobiliário adequado. Cadeira com apoio para os braços, monitor na altura dos olhos, mouse numa distância em que o braço não precise ficar esticado, iluminação adequada, apoio para os pés.

– Realize pequenas pausas, de cerca de 5 minutos, durante o período de trabalho.

– Se a sua empresa tiver programa de ginástica laboral, participe! Ela é feita para melhorar a sua qualidade de vida, o que consequentemente, vai melhorar sua produtividade no trabalho.

– Caso sua empresa não tenha, sugira que adotem um programa de ergonomia. Todos saem ganhando, inclusive a empresa.

– Atente para os exercícios propostos. Eles devem ser realizados de forma a melhorar o desempenho das partes do corpo mais afetadas, e exercitar aquelas que ficam paradas por muito tempo. Se o programa não estiver a contento, converse com o organizador e proponha melhorias.

– Distancie seus olhos do monitor a cada 10 minutos, focalizando-os o mais longe possível por pelo menos cinco segundos.

Nesse caso, a maior arma que o trabalhador possui é o diálogo. Busque sempre se informar acerca dos riscos presentes na sua atividade, pergunte quando não souber alguma coisa, corra atrás dos seus direitos. Em muitos casos, quando a doença aparece não tem cura, acarretando o afastamento permanente do trabalhador.

Cuide-se! Se você não zelar por sua vida, quem o fará?

O colaborador precisa crescer junto com a empresa: Qualidade x Qualificação

25/10/2019 | Herbert Bento

(dica: no final desse texto tem um vídeo bônus que complementa o conteúdo apresentado)

Desde a era Industrial até recentemente, a maior preocupação das organizações sempre foi com a produtividade, pensando-se apenas na sustentabilidade econômica. Com isso, foram desenvolvidos processos e métodos cada vez mais avançados, para se obter a máxima produção, utilizando-se o mínimo recurso, alinhando qualidade, baixo custo, produtividade e competitividade.

Dessa maneira, os recursos naturais ficaram cada vez mais escassos, isto é, o esgotamento dos recursos naturais e a contaminação da água, solo e ar ficaram muito evidentes. Essa preocupação vem sendo incorporada nos processos industriais e na prestação de serviços, aos quais se aplica o conceito 3 R (Reduzir, Reutilizar e Reciclar), a logística reversa, o ciclo de vida do produto, política do gerenciamento dos resíduos sólidos e o sistema de gestão integrados. Todos com o foco no tripé da sustentabilidade (econômica, social e ambiental).

Produzir cada vez mais e melhor e/ou melhor com cada vez menos recursos.

Diante do exposto, não adianta aumentar a quantidade produzida. É necessário que o produto tenha valor, que atenda às necessidades dos clientes.

Sobretudo que isso acompanhasse o desenvolvimento e crescimento de seus colaboradores, pois somente através deles é que tudo isso possa realizado.

Ao analisarmos que a empresa é capaz de agregar muito valor por um baixo custo, ela dominará o mercado, pois seus produtos serão necessários e desejados pelos clientes, e seu preço será a função desse valor.

Seu lucro será decorrente do bom serviço prestado, e mostrará o sinal de crescimento, algumas empresas repassam isso a seus colaboradores através de participação nos lucros e resultados.

Então, como melhorar a produtividade? A inovação é a resposta.

Sabemos que as organizações humanas são constituídas de três elementos básicos:

• Equipamentos e materiais, que chamaremos de HARDWARE;

• Procedimentos (métodos), que chamaremos de SOFTWARE;

• Ser humano, que chamaremos de HUMANWARE.

Para melhorar o humanware, é necessário:

– Estar atento aos instrumentos metodológicos disponíveis para a captação e interpretação das necessidades de seus colaboradores e utilizar essas informações como diferencial competitivo, proporcionando boas condições de trabalho, educação e lazer, com reflexo direto nos índices de produtividade;

– Buscar alternativas para motivação e envolvimento ativo dos colaboradores com as questões da qualidade e produtividade;

– Treinamento: modificação de competência, habilidades e atitudes (CHA);

– Coerência na cultura organizacional, para sustentar a mudança estratégica e não correr riscos com a implantação da Gestão da Qualidade.

Lembre-se: o aporte de capital só depende da disponibilidade financeira. O aporte de conhecimento depende da vontade das pessoas de aprender.

Depende de sua voluntariedade. Depende de sua motivação. Se a pessoa não sentir vontade, não há como aprender.

Em nossa era estamos envolvidos com a Responsabilidade Social que deve contemplar em primeiro lugar a preocupação com seu cliente interno que é o colaborador e depois o público externo.

A responsabilidade social está ligada à qualidade de vida do trabalhador, envolvendo a família e a sociedade, proporcionada pela organização, além de agregar valor ao produto ou serviço.

A inovação deve estar fundamentada na capacidade de trazer algo novo ao processo produtivo ou serviço para aumentar a sua produtividade.

Vídeo bônus

Dê um play e assista o vídeo de 1 minuto, aqui abaixo.

Ser cipeiro não é só ter estabilidade

16/10/2019 | Herbert Bento

A Norma Regulamentadora 05 – CIPA Comissão Interna de Prevenção de Acidentes no Trabalho determina que empresas públicas e/ou privadas formem uma comissão com um propósito importantíssimo que é o de prevenir acidentes no ambiente de trabalho.

Essa comissão é formada por representantes do empregador e dos empregados. Sendo por parte do empregador, funcionários indicados e por parte dos empregados, eleitos através de uma votação.

Após a eleição direcionando cada cargo e cada um empossado, fazem um curso base de vinte horas de duração para qualificar no que tange a prevenção de acidentes no trabalho.

A função principal de um cipeiro é a participação ativa no dia a dia na observação e possíveis acidentes que possam ocorrer.

Esta comissão é de extrema importância dentro da empresa, o curso ministrado é um período muito pequeno para tamanha abrangência e importância do assunto. Essa comissão antes de ser formada vem de funcionários de várias áreas que não possui conhecimento adequado do assunto. É uma equipe para se trabalhar constantemente em relação a um assunto que irá tratar de vidas e de preservação do patrimônio.

Por não saber o tamanho da responsabilidade, erroneamente muitas pessoas querem a candidatura somente pelo fato da estabilidade que o cargo oferece. O objetivo principal fica esquecido. Esse eleito não participa, não opina e não exerce nada e a prevenção é banalizada.

O empregador deve investir nessa comissão, fomentando o propósito, investindo em qualificação dos participantes, cobrando participação e resultados. Acompanhando as reuniões mensais e principalmente as extraordinárias.

Esses novos eleitos devem ser trabalhados nesse contexto constantemente, a primeira instância dessa formação é a conscientização. Cada um se conscientizar, modificar os hábitos em relação à PREVENÇÃO de acidentes, e não esperar acontecer para tomar alguma iniciativa.

Infelizmente não é hábito do brasileiro praticar a prevenção, atitudes só são tomadas quando acontece algum infortúnio. A prevenção salva vidas, protege a saúde do trabalhador, conserva o patrimônio da empresa.

A estabilidade é uma consequência, um benefício que a norma traz até mesmo como um incentivo para o funcionário ter o desejo de continuar participando desse tema tão importante e relevante, que é cuidar da saúde e vida de cada um que está envolvido.

O cipeiro precisa se enxergar como uma peça fundamental, diferenciada por ter sido escolhido, primeiro por ser bem quisto na empresa, pela confiança e pela oportunidade de aprender sobre prevenção de acidentes e ser decisivo em tomadas de decisão ou por tomar medidas de controle que podem até mudar o curso da empresa para essa visão prevencionista.

Amigo cipeiro prevencionista reflita sobre a responsabilidade que está em suas mãos. Seja um anjo da guarda para o seu próximo, a si e a empresa.

Façam jus à sigla CIPA Comissão Interna de Prevenção de Acidentes, medite sobre o propósito e o que você pode fazer para colaborar. Existem vários cipeiros que nem sabem o que significa a sigla quanto mais o seu propósito.

Seja diferente e faça mais do que lhe é solicitado e mude o quadro da segurança no trabalho no Brasil, colabore para que os números alarmantes de acidentes e fatalidades diminuam e que os trabalhadores possam ter sua vida laboral com mais qualidade de vida, segurança e convívio pleno com sua família.

Drogas lícitas e ilícitas: como reagir diante delas?

03/10/2019 | Herbert Bento

Nos dias atuais um dos problemas que mais atormentam as empresas são os problemas relacionados aos trabalhadores que consomem drogas. Sejam elas lícitas ou ilícitas. Mas para entender melhor do que se trata, vamos por partes.

Droga é toda e qualquer substância natural ou sintética que introduzida no organismo modifica suas funções. As drogas naturais são obtidas através de plantas, de animais e de alguns minerais. Por exemplo: a cafeína e a nicotina. As drogas sintéticas são fabricadas em laboratório e, para isso, exigem técnicas especiais.

Dessa forma, o termo droga sempre nos remete a algo ilegal, proibido, que é capaz de modificar suas funções e o comportamento. A legislação brasileira define como droga: “as substâncias ou produtos capazes de causar dependência, assim especificados em lei ou relacionados em listas atualizadas periodicamente pelo Poder Executivo da União”. Atualmente, no Brasil, as drogas são as substâncias e produtos que estão listados na Portaria nº SVS/MS 344/98.

Sendo assim, podem ser classificadas como:

– Drogas Lícitas: Aquelas que são legalizadas, produzidas e comercializadas livremente e são aceitas pela sociedade. Os exemplos mais claros e conhecidos são o cigarro e as bebidas alcoólicas.

– Drogas Ilícitas: Têm sua comercialização proibida pela legislação e seu uso não é aceito pela sociedade. Os exemplos são muitos, como cocaína, crack, maconha, heroína, etc.

É importante ressaltar que todos os tipos de droga são perigosos e merecem atenção. Muitas pessoas costumam dizer que fazem uso de cigarros e bebidas alcoólicas socialmente, e que esse fato não interfere em suas vidas (seja pessoal ou profissional). Porém, é fato que o álcool causa uma grave dependência, assim como o cigarro, que em muitos dos casos levam o dependente à morte.

Os problemas começam a surgir paralelamente ao abuso. O abuso acontece quando há um mau uso, ou seja, quando a pessoa passa a utilizar a droga além do aceitável, além do seu limite. Com isso, a pessoa começa a sofrer problemas como:

– Incapacidade para cumprir obrigações importantes.

– Relacionar o uso da droga a situações de perigo, como uma forma de refúgio.

– Se envolver em problemas legais relacionados ao uso das drogas.

– Perda do controle sobre a vida.

Esses são somente alguns dos problemas que podem ser originados pelo uso abusivo de drogas.

E em relação ao trabalho, o cenário não é diferente. Problemas decorrentes do uso de drogas começam a preocupar o Governo. Somente no ano passado, a Previdência Social concedeu 124.947 auxílios-doença a dependentes químicos. E dentre esses afastamentos, os relacionados ao consumo de drogas ilícitas chega a ser oito vezes maior que o de drogas como álcool e cigarro. De acordo com um relatório da OIT (Organização Internacional do Trabalho) um em cada cinco acidentes de trabalho é causado por uso de drogas.

Segundo estudos sobre o perfil do trabalhador dependente, três são as razões para um profissional manter esse vício: a atração pela substância, a fisiologia de cada indivíduo e a pressão social. Independente dos motivos que levam uma pessoa a fazer uso de drogas, esse é um problema que deve ser enfrentado frente a frente entre as empresas, os trabalhadores e seus familiares. Um trabalhador sob efeito de drogas, traz muitos prejuízos para a empresa, como:

– Impontualidade, faltas constantes e injustificadas no trabalho.

– Desperdício de material devido à má qualidade da produção.

– Fases depressivas, nas quais os trabalhadores tendem a exagerar no consumo das drogas.

– Trabalhadores fumantes interrompem muito o trabalho para fumar.

– Licenças saúde frequentes e longas.

– Lentidão.

– Acidentes durante o trabalho.

– Alterações de humor.

– Mentiras constantes.

E não somente para as empresas, esses problemas afetam também os trabalhadores. Sob a influência de drogas, os trabalhadores demonstram atitudes de nervosismo, irritabilidade e falta de concentração.

Porém esse é um assunto que, infelizmente, ainda é um tabu dentro das empresas. E muitas vezes o comportamento dos trabalhadores pode ser confundido com problemas pessoais (depressão, falta de motivação, etc.) passando despercebidos aos olhos dos demais trabalhadores. Ou até mesmo quando percebem algo diferente, muitos acham que é melhor não se envolver, pois a situação deve estar controlada pelos superiores.

Diante do fato de que nenhum local de trabalho está imune às drogas, existem algumas medidas que podem (e devem) ser tomadas para que trabalhadores dependentes sejam ajudados, em benefício próprio e em prol da empresa como um todo.

– Ter um diálogo franco e aberto com o dependente é o primeiro passo para sua reabilitação.

– Promover a valorização profissional ajuda a manter a autoestima dos dependentes.

– Caso você observe que há algum colega de trabalho numa situação dessas, e não souber como lidar, comunique ao superior imediato. Ele é a pessoa mais indicada a tratar do problema.

– A abordagem deve ser feita de forma sutil e discreta.

– A franqueza é fundamental.

– A ajuda de todos é essencial.

– Atividades de lazer, saúde, educação, esportes, música devem ser desenvolvidas em paralelo.

Além dessas medidas, há ainda as prevencionistas, como:

– Palestras preventivas.

– Testes toxicológicos.

– Opção de convênio com clínica e centros de recuperação.

– Grupos de apoio.

– Orientação e atendimento médico e de assistência social.

Mas acima de tudo, o trabalhador dependente deve estar ciente do que está acontecendo em sua vida, pois é dele a responsabilidade de dar o primeiro passo a procura da cura. Sem essa iniciativa, por mais que a empresa se esforce nada poderá ser feito. Então, se você é um desses trabalhadores, pense. Não tenha medo de pedir ajuda. Sua vida vale mais!

5S – Conceitos Básicos

12/09/2019 | Herbert Bento

Os 5S: os cinco sensos da qualidade

Uma empresa que zela por qualidade está sempre um passo a frente das outras.

E para que essa qualidade seja alcançada, existem diversas ferramentas para tal fim.

Dentre as mais conhecidas está a dos 5S, que consiste num programa altamente versátil, podendo ser aplicado em diversos tipos de empresas e órgãos, inclusive em residências.

Esse programa traz benefícios a todos que convivem no local, melhora o ambiente, as condições de trabalho, saúde, higiene proporcionando, consequentemente, qualidade e eficiência.

Mas o que significa 5S?

O conceito desse método surgiu no Japão, onde cada um dos conceitos começa com a letra “S”, por isso o nome 5S.

E como funciona?

Trata-se de um sistema de cincos conceitos básicos e simples, porém essenciais, que fazem a diferença dentro do sistema de qualidade.

E qual é o objetivo do programa?

Combater eventuais perdas e desperdícios nas empresas, indústrias ou em casa.

Procura modificar o comportamento e as atitudes das pessoas, conscientizando da importância dos conceitos e de que forma devem ser utilizados.

Por exemplo: quando aplicado na empresa facilita a identificação de materiais, descarte de itens antiquados e melhora a qualidade de vida e o ambiente de trabalho para os membros da equipe.

E no que consiste cada conceito, ou seja, o que significa cada “S”?

1o S: Senso de Utilização, Arrumação, Organização, Seleção

Separar o útil do inútil, eliminando o desnecessário. É a fase de colocar ordem no trabalho, para que somente o que for necessário e aplicável seja utilizado. Por exemplo:

– o que é sempre utilizado deve ficar próximo ao local de trabalho;

– o que é usado ocasionalmente deve ficar um pouco afastado do local de trabalho;

– o que é desnecessário deve ser eliminado, pois ocupa espaço que poderia ser ocupado por outra coisa.

Dessa forma evita-se gastos com espaço, facilita-se o arranjo físico do local, aumenta a produtividade das pessoas, melhora o senso de organização e torna mais fácil a operação da empresa.

2o S: Senso de Ordenação, Sistematização, Classificação, Limpeza

O objetivo é arrumar tudo para que qualquer coisa possa ser facilmente localizada independente de quem esteja procurando. De forma a melhorar esse processo pode-se:

– padronizar as nomenclaturas;

– usar cores padrão na identificação de objetos;

– determinar o local de armazenamento de cada objeto;

– não deixar objetos ou móveis no meio do caminho.

Assim menos tempo é desperdiçado buscando o que é preciso, há uma menor necessidade de controle do estoque, há uma melhora na racionalização do trabalho e com isso a diminuição do esforço físico e mental e facilita a limpeza do local de trabalho.
O lema dessa fase é “um lugar para cada coisa e cada coisa em seu lugar.”

3o S: Senso de Limpeza

É obrigatório manter um ambiente sempre limpo, eliminando as causas da sujeira e aprendendo a não sujar. Deve haver uma conscientização de todos em relação à importância de estar em um ambiente limpo e que qualidade e segurança surgem como benefícios dessa atitude.

Para que isso aconteça, é necessário que as pessoas habituem-se a:

– limpar os equipamentos após o uso;

– aprender a não sujar e eliminar as causas da sujeira;

– dar a destinação correta ao lixo, quando houver.

Vale ressaltar, que para a manutenção da boa imagem de uma empresa, não somente seu espaço físico deve estar impecável, mas também deve haver honestidade no ambiente de trabalho e um bom relacionamento entre as pessoas.

4o S: Senso de Saúde e Higiene

O que se espera é a manutenção de um ambiente de trabalho sempre favorável à saúde e higiene. Ter higiene consiste em manter limpeza e ordem. Em um ambiente limpo a segurança é maior. Quem não cuida bem de si mesmo não pode produzir com qualidade.
No estabelecimento dessa fase, as três anteriores devem estar devidamente implantadas. Para isso, deve-se capacitar algumas pessoas para avaliar se os conceitos estão sendo aplicados. Outras ações também devem ser tomadas:

– eliminar as condições inseguras do trabalho;

– humanizar o local de trabalho para uma boa convivência;

– manter o respeito perante todos, independente do cargo ou função;

– cumprir horários;

– manter o trabalho em dia.

Com a manutenção desses conceitos há uma evolução no desempenho do pessoal, ocorre uma prevenção aos danos causados à saúde, aumenta-se a auto-estima das pessoas e a imagem da empresa melhora interna e externamente.

5o S: Senso de Autodisciplina

O que se espera ao chegar ao quinto “S” é que todas essas atitudes

citadas anteriormente se tornem um habito, um modo de vida. Com isso:

– a comunicação do pessoal do trabalho melhora;

– visões, valores e metas de uma pessoa passam a ser compartilhados por todos;

– as pessoas treinam uma virtude conhecida como paciência;

– e aprendem a ser persistentes e não abandonar os conceitos aprendidos dentro dos 5S.

Para que a autodisciplina seja alcançada deve haver conscientização e um constante aperfeiçoamento de todos no ambiente de trabalho. Pense nas respostas para as perguntas a seguir, como forma de treinamento do programa 5S.

1. O que pode ser jogado fora e o que deve ser guardado?

2. O que pode ser útil para outro setor?

3. O que pode ser consertado?

4. É possível trabalhar de forma a economizar tempo?

5. Como posso agir para melhorar o ambiente de trabalho?

Com o tempo esse modo de pensar torna-se parte da vida das pessoas, passando a ser natural e consciente.

Cada um estando ciente de suas responsabilidades, tendo suas funções definidas e sendo treinado para agir com eficiência mantêm-se a segurança no local de trabalho e o objetivo de alcançar a qualidade é obtido.

Segurança no ambiente de trabalho

17/06/2019 | Herbert Bento

Nesse DDS vamos falar um pouco sobre segurança no ambiente de trabalho!

Ao se falar de segurança no trabalho já pensamos em normas, regras e naquele profissional que fica o tempo todo monitorando se o trabalhador está usando EPI’s, trabalhando com segurança etc.

A segurança no trabalho não é apenas para seguir normatizações apresentadas pela legislação, ela serve como uma forma de evitar, prevenir ou minimizar acidentes e doenças que venham a causar danos à saúde física do trabalhador.

Mas o que o trabalhador não percebe, é que a segurança no trabalho começa com atitudes do próprio trabalhador em seu ambiente de trabalho, e este é o tema de hoje: Segurança no Ambiente de trabalho.

Um ambiente seguro e adequado, não é somente aquele em que segue as normas e regras, vamos acrescentar que a arrumação, ordem e a limpeza trazem benefícios que ajudam a eliminar alguns perigos no ambiente laboral.

Com isso em mente vamos a algumas dicas que vão te ajudar a manter seu ambiente mais seguro.

Se você deixa o ambiente arrumado e limpo:

·   Fica mais fácil encontrar suas ferramentas e itens de trabalho;

·   Manter limpo;

·   Melhor aproveitamento do espaço;

·   Transitar com os materiais fica mais seguro;

·   Diminui o risco de acidentes como:

  • Escorregões;
  • Quedas;
  • Incêndios;
  • Exposição a substâncias tóxicas e poeiras;
  • Colisões

Então para chegar a esses benefícios é preciso melhorar o ambiente com a organização e a limpeza.

E para isso vamos partir do princípio que devemos seguir alguns passos:

1. O que utilizo? Veja em seu ambiente de trabalho tudo que você precise para desempenhar sua atividade, tudo que não for usado deverá ser descartado ou realocado. Com essa atividade você ganha:

a. Espaço;

b. Facilidade de limpeza e manutenção

2. Organização. Com tudo que você precisa para trabalhar já separado, organize de forma que fique fácil a utilização, com isso você ganha tempo, facilidade de encontrar as ferramentas e diminui a insegurança no uso.

3. Mantenha tudo limpo! Não é somente manter o lugar e as ferramentas limpas, deve-se inspecionar e manter a manutenção em dia dos equipamentos e ferramentas. Você ganha um ambiente mais saudável, redução nos acidentes e melhor conservação das ferramentas e equipamentos de trabalho.

4. Mantenha a disciplina e repita os processos. Nessa etapa você deverá sempre dar manutenção a limpeza e as etapas anteriores, dessa forma você ganha qualidade, produtividade e segurança em seu ambiente laboral.

Utilize as dicas a seu favor, reflita e incremente essas dicas de forma que você ganhe e incremente o grande objetivo: manter a segurança de sua vida.

Até a próxima!

Receber visitantes com Segurança é possível?

22/05/2019 | Herbert Bento

Eventualmente nos deparamos com a situação em que visitantes ou prestadores de serviço precisam ter acesso às instalações da empresa. Para isso a empresa deverá estar preparada para receber visitantes com segurança.

Este é o tema desse DDS, o que precisamos fazer para receber visitantes ou prestadores de serviços em nossas instalações operacionais.

Todos que adentram as instalações, principalmente na área operacional, deverão receber um mínimo de informação para segurança, tanto pessoal quanto dos outros trabalhadores.

Essas informações podem ser veiculadas tanto através de vídeo de integração, apresentação, ou por meio escrito (folders e etc).

Os passos iniciais para que a visita seja tranquila e segura, as dicas abaixo são importantes:

·   A identificação do visitante (documentação com foto);

·   Identificação da empresa de vínculo do visitante ou prestador de serviço;

·   Motivo da visita;

·   Nome e departamento do profissional que irá acompanhar e ser responsável pelo visitante/prestador de serviço;

·   Condições especiais de saúde do visitante, para serem consideradas em caso de acidente ou permissão de entrada nas áreas.

·   Contato (telefone) da pessoa a ser avisada em caso de acidente.

Esses itens não apenas garantem a segurança do trabalhador, como também busca conhecer quem está entrando nas instalações da empresa, o que pode evitar situações inseguras para a empresa.

No momento da integração e orientação quanto às informações de segurança são importantes se atentar para:

·   Fornecimento de EPI, se for necessário;

·   Proibir a visita nas instalações da empresa estando sob o efeito de álcool, drogas ou outro tipo de substâncias inibidoras de uma presença segura e adequada às condicionantes das instalações.

·   O visitante deverá estar sempre acompanhado, não se afastando do grupo, mantendo-se no percurso de visita indicado;

·   Respeitar sempre a sinalização de segurança;

·   Apresentar claramente as normas internas de circulação na área;

·   Informar número para emergência, que seja de fácil memorização;

·   Apresentar roteiro de como proceder em caso de emergência;

·   Ponto de encontro em caso de emergência;

·   Explicar os Sinais de alarme e emergência;

·   Caso utilize veículo próprio para circular na instalação é preciso apresentar os procedimentos para o mesmo;

Quando se trata de visitantes, a diversidade de pessoas que adentram pode ser grande, desde estudantes em uma excursão, quanto estudantes universitários em atrás de conhecimento para seu currículo acadêmico. Então a empresa deve estar preparada para recepcionar os mais diversos tipos de visitantes.

E a preocupação em receber visitantes com segurança é dever e responsabilidade da Empresa.

Sigam as dicas apresentadas e vamos manter seguros os nossos visitantes.

Uso do Celular na Empresa

03/04/2019 | Herbert Bento

Neste DDS vamos conversar sobre este assunto que é tão atual quanto é para reflexão: uso do celular na empresa.

Diferentemente de alguns anos atrás, o celular hoje faz parte do dia a dia de muitos, inclusive, fazendo parte essencial para o processo produtivo de alguns trabalhadores.

A tecnologia trás a facilidade e velocidade ao acesso da informação, onde por um lado é muito útil e pode ser o vilão da história, quando usada sem critério.

Se usado de forma incorreta, o celular, pode gerar perda de atenção e de produtividade, pois o uso indiscriminado e para fins que não são da empresa pode gerar complicações e até mesmo acidentes.

Dica de ouro: procure saber se sua empresa tem algum regimento interno ou política relacionada ao uso de celulares e smartphones. Pois cada ambiente de trabalho tem suas peculiaridades.

Para você que é funcionário, vamos a algumas dicas importantes:

1. Se sua atividade permitir o uso de celular e smartphones, use com bom senso;

2. Mantenha sempre o aparelho no modo silencioso;

3. Notificações de aplicativos geram distrações que atrapalham a produtividade, por isso desative essa opção;

4. Mantenha em mente que vídeos e áudios devem ser evitados em ambiente laboral, pois situações podem ocorrer e gerar constrangimento.

5. Evite enviar imagens, fotos e vídeos impróprios para seus colegas de trabalho.

Vamos agora apontar algumas situações que podem levar ao uso saudável desta tecnologia que está presente em nosso dia a dia.

A proibição total do uso do celular pode não ser uma boa opção, mas deve ser analisado se o uso do mesmo não esteja prejudicando o desenvolvimento das atividades, caso positivo, o ideal é restringir apenas para uso em situações de emergência familiar ou no caso de trabalhador que esteja em local isolado e precise de um canal de comunicação.

Caso seja necessário, a política vigente aos celulares pode ser expandidas para todos os dispositivos de comunicação, pois tablets, smartphones e etc fazem parte de uma gama de tecnologia que pode gerar distrações.

É importante deixar a equipe ciente de onde, quando e como o uso dessas ferramentas, o celular, pode ser usado, como por exemplo, nos intervalos e horários de almoço.

O gestor pode realizar campanhas de conscientização e educação quanto ao uso seguro dos dispositivos no ambiente de trabalho.

E por último, o bom senso é essencial, pois no ambiente de trabalho é necessário cumprir com a sua função, se algum fator externo esteja distraído, ou tomando tempo maior que o necessário, é importante rever o uso dessa ferramenta, que nasceu para otimizar a vida e o trabalho.

Até a próxima!!

Tome Cuidado Com a Poluição Visual no Ambiente de Trabalho

05/01/2019 | Herbert Bento

Em 2007 São Paulo ganhou a Lei denominada Cidade Limpa, com a finalidade de eliminar a poluição visual na cidade proibindo todo tipo de publicidade externa, como outdoors, painéis em fachadas de prédios, backlights e frontlights.

Essa lei ( 14.223 de 2007 ) tem como diretrizes:

I – o bem-estar estético, cultural e ambiental da população;

II – a segurança das edificações e da população;

III – a valorização do ambiente natural e construído;

IV – a segurança, a fluidez e o conforto nos deslocamentos de veículos e pedestres;

V – a percepção e a compreensão dos elementos referenciais da paisagem;

VI – a preservação da memória cultural;

VII – a preservação e a visualização das características peculiares dos logradouros e das fachadas;

VIII – a preservação e a visualização dos elementos naturais tomados em seu conjunto e em suas peculiaridades ambientais nativas;

IX – o fácil acesso e utilização das funções e serviços de interesse coletivo nas vias e logradouros;

X – o fácil e rápido acesso aos serviços de emergência, tais como bombeiros, ambulâncias e polícia;

XI – o equilíbrio de interesses dos diversos agentes atuantes na cidade para a promoção da melhoria da paisagem do Município.

Lembrando que essa Lei é do município de São Paulo, outros também adotaram essa ideia que trouxe grande repercussão, mas depois de implantado os resultados foram positivos.

Um local que possui poluição visual gera um ambiente desorganizado, provoca fadiga, é propenso a causar acidentes e é cansativo.

O Princípio dos 5 S´s se adéqua também na condição de tornar o ambiente mais limpo, menos sobrecarregado de informação, que hoje tão de perto nos rodeia.

Na área de Segurança no Trabalho não é diferente, a informação, sinalização e advertência é muito presente, mas essa medida preventiva deve ser tomada de forma adequada, ponderada, pois a intenção é promover a segurança.

Em sua Norma Regulamentadora nº 26 sobre Sinalização de Segurança retrata que cores devem ser adotadas para segurança em estabelecimentos ou locais de trabalho, a fim de indicar e advertir acerca dos riscos existentes.

São usadas para identificar os equipamentos de segurança, delimitar áreas, identificar tubulações empregadas para a condução de líquidos e gases e advertir contra riscos, devem atender ao disposto nas normas técnicas oficiais.

Esse uso deve ser o mais reduzido possível, a fim de não ocasionar distração, confusão e fadiga ao trabalhador.

Tem que tomar muito cuidado, pois essa NR não é a única maneira de advertência, temos a questão da coleta seletiva que adota cores para identificar os resíduos, o mapa de risco que é disposto em cada setor identificando cada risco com uma cor característica, entre outros.

Gestor, ao propagar a comunidade na empresa se atente ao tipo de público que irá receber essas informações, seja conciso, claro e objetivo. A falta ou o excesso são prejudiciais, procure realizar a comunicação da melhor maneira possível.

A comunicação sempre é a melhor maneira de conscientização, advertência e conhecimento dos colaboradores, desenvolva essa prática na organização e obtenha resultados positivos em todos os âmbitos produtivos.

Máquinas de café expresso: o perigo logo ali

12/12/2018 | Herbert Bento
Hoje vamos trabalhar um tema que está em nosso dia-a-dia, tanto em nosso ambiente de trabalho quanto no conforto de nosso lar. Estamos falando das máquinas de café expresso. O hábito de beber café é milenar. Diferentes culturas têm o seu jeito e paladar para o consumo dessa bebida. E como todos sabem, o Brasil tem o café como parte de sua cultura e história, nas refeições, ou para consumo durante o dia, onde uns tomam para relaxar, outros pelo benefício de se manterem ativos, ou para se fazer um descanso do trabalho. Ou seja, é uma bebida bastante popular. Mas não estamos aqui para conversar sobre o café em si, mas para tratar de um dos jeitos mais populares de se fazer o café: utilizando máquinas de café expresso. Podemos utilizar essas dicas tanto para as expressas, quanto as elétricas que são mais comuns em casas e ambientes de trabalho. Pode parecer bobagem e simples a operação, mas existem cuidados que você nem imagina que deva ter. Mas vamos a regra de ouro: sempre que estiver disponível, leia o Manual de Instruções do fabricante, pois nele contém informações importantes que normalmente deixamos de lado. Sabe aquela seção “Cuidados” que pulamos quando vamos ler o manual? Ela apresenta várias dicas importantes para que você não venha a ter um incidente em casa ou no escritório. Mas você deve estar pensando agora: “Mas no trabalho não tenho acesso ao manual!”, por isso estamos aqui. Vamos apresentar dicas que podem ser usadas na maioria dos equipamentos elétricos, inclusive nas máquinas de café expresso. É importante saber que a cafeteira pode trazer riscos de choque elétrico e queimadura por “escaldamento” e lesões mecânicas.

Dicas se segurança para máquinas de café expresso:

  1. Antes de ligar, primeiramente verifique se não há nenhum dano ao cabo de energia, no plugue da tomada ou em outra parte do aparelho, se houver algo de estranho não o ligue;
  2. Em casa, mantenha ele fora de alcance de crianças, principalmente quando estiver ligado;
  3. Não ligar a cafeteira com o recipiente (xícara para a expressa ou vaso para as normais) fora do lugar;
  4. Não retirar o filtro ou cápsula durante o funcionamento do aparelho;
  5. Não ligar o aparelho perto de produtos explosivos ou inflamáveis;
  6. Não inserir nenhum objeto, nem o seu dedo, em qualquer abertura do aparelho;
  7. Não ligar o aparelho sobre superfícies com água ou qualquer tipo de líquido;
  8. Não ligar o aparelho e deixar ele funcionando sem ninguém por perto;
  9. Não utilizar ao ar livre;
  10.  Não desligar o aparelho puxando pelo cabo de energia;
  11.  Mantenha o cabo de energia longe de fontes de calor, como o fogão por exemplo.
  12.  Nunca manuseie o aparelho com as mãos molhadas;
  13.  Não exceda o compartimento de água, se atente para o limite máximo de água que pode comportar;
  14.  Para as cafeteiras elétricas, para os vasos de vidro, nunca retirar e colocar diretamente em superfície fria, pode ocorrer choque térmico e estilhaçar o vidro levando a possível queimadura ou corte;
O bom senso é fundamental, e o uso adequado levará uma duração maior de um equipamento além de evitar que você tenha um incidente indesejado. Use e abuse dessas dicas e curta com segurança o deliciosa café que sai das máquinas de café expresso. Gostou desse DDS? Que tal receber sugestões de temas de DDS por email? É Grátis! Clique aqui e comece hoje mesmo!

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