A Indústria Naval, em todo o mundo, é considerada de importância estratégica para os países e é apoiada e incentivada pelos governos. É um projeto da sociedade por que representa a mobilização de grandes contingentes de mão-de-obra e de vastos recursos financeiros. Influi na economia dos países pelo alto fator de multiplicação que proporciona ao longo de toda a sua cadeia produtiva. É também um elo vital no processo de inserção dos países na economia mundial, como parte da logística de transportes dos bens produzidos, cerca de 95% do comércio mundial é realizado por via marítima ou por hidrovias.

A demanda por plataformas de produção de diversos tipos é estimada em cerca de 150 unidades até 2020.

O total de pessoal empregado na indústria da construção naval e na indústria náutica (embarcações de lazer) soma 78.485 pessoas. O incremento do número de pessoal empregado na atividade em relação ao final de 2009, quando o total do emprego somou 46.500 pessoas, é devido à ampliação do sistema de coleta de dados, principalmente do segmento da indústria náutica de lazer.

O pessoal empregado em estaleiros soma 49.603 pessoas. O número de empregos em estaleiros registra uma expansão de 20% em relação aos empregos gerados até o final de 2009. A expansão do emprego prossegue com o anúncio de novas construções já contratadas e a implantação e expansão de estaleiros.

A região Sudeste lidera o número de empregos em estaleiros com 24.081 pessoas, sendo 23.310 no Rio de Janeiro, que continua como o principal pólo da indústria da construção naval no Brasil. O Nordeste ocupa a segunda posição, com 9.162 empregos, sendo 7.512 em Pernambuco. A região Norte, onde ocorreu a ampliação da coleta de dados estatísticos, passou a ocupar a terceira posição, com 8.902 empregos, sendo 8.516 no Amazonas. A região sul ocupa a quarta posição com 7.458 empregos.

Na indústria náutica de lazer a região Sudeste lidera com 19.926 empregos, seguida da região Sul que emprega 8.706 pessoas.

A frota mundial de navios é estimada em 1,3 bilhão de TPB, significando que está ocorrendo uma modernização anual de 11% da frota total. Em 2011 também foi esperado uma redução no volume de vendas de navios para demolição (sucateamento /scrap), de 50 milhões de TPB, em 2010, para 20 milhões, em 2011.

Devido ao grande aumento de segmentos e profissionais atuando nos mais variados movimentos, o campo de atuação do profissional técnico em segurança no trabalho ganha força e diversidade, possibilitando-o sair da rotina de alguns segmentos e aumentar sua visão atuando em áreas em grande expansão no momento.

Como a indústria naval vem crescendo significativamente os cuidados com a preservação e promoção da saúde destes trabalhadores são descritos na NR 34 e também compreende as perfeitas condições do ambiente de trabalho, a fim de prover um lugar salubre e o controle do índice de acidentes.

Uma análise cuidadosa da norma permite o profissional técnico desenvolver e acompanhar todos os estágios da área e assegurar a capacitação dos envolvidos, a prevenção em todas as atividades e um ambiente de trabalho seguro promovendo o sucesso das operações e o crescimento do país.


Herbert Bento
Herbert Bento

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