Tabagismo

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Falando sobre o cigarro

22/09/2019 | Herbert Bento

O tabagismo, ou seja, o hábito de fumar cigarro é bastante comum no mundo todo.

Mesmo com toda a informação oferecida às pessoas sobre todos os riscos e malefícios de tal hábito, o número de fumantes ainda é bastante alto.

Um único cigarro contém cerca de 4.500 substâncias, porém a mais conhecida delas é a nicotina.

É ela a responsável por interagir com receptores neurais que liberam substâncias pelo corpo conferindo uma sensação de prazer.

Podemos comparar a sensação de fumar para o fumante, como a sensação de comer um chocolate para o chocólatra.

Porém a nicotina é muito mais viciante que outras drogas como o álcool, cocaína ou crack, devido à velocidade com que atinge o cérebro.

Ela necessita de somente vinte segundos para levar ao fumante a sensação de prazer que ele tanto procura ao tragar o cigarro.

Por isso a probabilidade de uma pessoa se tornar dependente do cigarro é muito alta.

E minutos depois da última tragada aparece novamente a vontade de fumar, pois a abstinência de nicotina é bastante incômoda.

Assim, torna-se bastante difícil para um fumante deixar o hábito.

Há ainda mais razões para uma pessoa deixar de fumar, como por exemplo:

• Os fumantes têm dez vezes a mais de chances de ter câncer de pulmão;

• Fumantes têm 50% a mais de chances de terem um infarto;

• Fumantes têm 5% de chances a mais de ter bronquite crônica e enfisema pulmonar.

Obs.: os exemplos acima conferem quando comparados a pessoas não fumantes.

E quais seriam os efeitos do cigarro no metabolismo?

Antes de tudo cabe entender o que é metabolismo. Consiste no conjunto de transformações que as substâncias químicas sofrem no interior dos organismos vivos.

Um dos efeitos é a diminuição da capacidade aeróbica do indivíduo. Ou seja, o fumante fica com o fôlego menos resistente do que o não fumante.

Isso ocorre, pois a fumaça do cigarro causa redução na função pulmonar e dificulta o transporte de oxigênio no sangue.

Hábito de fumar: quais são os efeitos em uma pessoa?

Além de todos os já citados anteriormente.

• O hábito de fumar pode causar a debilitação no sentido da visão e distorção do foco visual;

• Também irrita a mucosa nasal, distorcendo a função olfativa;

• Na boca podem surgir cânceres e a perda dos dentes;

• Na laringe, dilata as cordas vocais e gera a famosa rouquidão, característica dos fumantes assíduos, podendo ainda causar câncer;

• Nos pulmões são vários como: enfisema, bronquite, asma e o mortal câncer pulmonar;

• No sistema circulatório, devido a vários processos pode levar o fumante a ter um ataque cardíaco;

• No sistema digestivo modifica a acidez podendo causar úlceras;

• No caso de mulheres grávidas, o cigarro altera os batimentos cardíacos do bebê. Estes nascem menores e prematuros;

• Ainda em grávidas, o leite produzido contém toxinas presentes no cigarro, que irão afetar o bebê na amamentação.

Como se tudo isso ainda não fosse suficiente para que uma pessoa deixe o hábito de fumar, ainda existem outras doenças causadas pelo fumo, como:

• Depressão;

• Impotência sexual;

• Trombose vascular;

• Redução na capacidade de aprendizado e memorização (principalmente em crianças e adolescentes);

• Catarata;

• Rinite alérgica;

• Infecções respiratórias;

• Mal de Parkinson.

Depois de todas essas informações podemos chegar a uma conclusão que não é novidade para ninguém.

Todos os fumantes devem parar de fumar!

ddMuitos têm preocupações do tipo: “se eu parar vou engordar”, “vou sofrer muito na abstinência”, “não sei se resisto a uma recaída”.

Porém essas são todas preocupações normais, que afligem a todos que se encontram no processo de acabar com o hábito.

O mais importante é dar o primeiro passo e escolher uma data para ser o seu primeiro dia sem cigarro.

E lembrando que esse dia não precisa ser um dia de sofrimento.

Faça dele uma ocasião especial e procure programar algo que goste de fazer para se distrair e relaxar.

Resolver deixar de fumar naquela semana altamente estressante só acaba agravando a vontade do fumante.

Pense com calma, planeje suas ações que seguindo com um dia de cada vez tudo é possível de ser conquistado!

O importante é nunca desistir!

Fumantes passivos podem desenvolver câncer

22/09/2019 | Herbert Bento

Denomina-se fumantes passivos as pessoas que não fumam, mas acabam inalando a fumaça de cigarros, charutos, cachimbos ou qualquer derivado do tabaco.

Também é usado o termo fumante involuntário ou fumante de segunda mão.

Apesar dos efeitos de ser um fumante passivo serem discutidos até hoje, já se sabe que a pessoa fica sujeita aos males da nicotina.

O tabagismo passivo é uma das maiores causas de morte evitável no mundo.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estimou que existem cerca de 2 bilhões de fumantes passivos no mundo, onde desses 2 bilhões, 700 milhões seriam crianças.

Esse fumo passivo pode ser ainda pior, visto que o ar poluído pode ter três vezes mais nicotina e monóxido de carbono do que a fumaça que entra na boca do fumante depois de passar pelo filtro do cigarro.

O fumante ativo também pode ser um fumante passivo da sua própria fumaça, caso fume em um ambiente fechado, acabará inalando a fumaça que expeliu.

As consequências para os fumantes passivos irão variar de acordo com o tempo de exposição à fumaça, porém, inúmeras pesquisas já mostraram que os danos do fumante passivo vão além dos sintomas percebidos no momento da inalação, como rinite, congestão nasal, tosse, dor de cabeça e náuseas.

Essas pessoas que ficam expostas à fumaça do cigarro fumado pelos outros podem desenvolver bronquite, pneumonia, resfriados, irritação nos olhos, asma além de câncer no pulmão, doenças bem parecidas com as que os fumantes estão suscetíveis.

Além da inalação direta, os males da fumaça inalada podem chegar ao feto das mães grávidas através do cordão umbilical, ou para as mães que estão amamentando, através do leite materno.

A incidência de abortos espontâneos e bebês natimortos são maiores entre as grávidas expostas ao fumo, tanto as ativas quando as passivas.

Crianças expostas a fumaça tem maior chances de desenvolverem doenças respiratórios, doenças cardiovasculares e câncer.

Hiperatividade e desatenção também são comuns em filhos de fumantes, sem contar com a maior probabilidade de se tornarem fumantes.

Fica claro que é melhor para todos que se fume em ambientes abertos, ao ar livre.

Devido a todos esses males causados pelo cigarro que vários estados brasileiros tem discutido e aprovado leis antifumo, inclusive com muito mais restrições do que a da Lei Federal n°. 9294/96 que em seu art. 2°:

É proibido o uso de cigarros, cigarrilhas, charutos, cachimbos ou de qualquer outro produto fumígero, derivado ou não do tabaco, em recinto coletivo, privado ou público, salvo em área destinada exclusivamente a esse fim, devidamente isolada e com arejamento conveniente do consumo de cigarros (e outros) em ambientes fechados, tanto públicos quanto privados.

A fumaça de cigarros com suas sequelas fizeram com que a sociedade se empenhasse junto aos políticos para serem adotadas medidas que evitassem um dano maior a sociedade, pois sabemos que cigarro mata através do câncer.

E a proibição em nível nacional de fumar em ambientes fechados foi um grande avanço para se ter uma melhor qualidade de vida.

Saúde não combina com cigarro

15/09/2019 | Herbert Bento

Muitas pessoas começam a fumar por diferentes razões. Seja por prazer, por pressão dos amigos, pela influência da publicidade do cigarro ou por razões sociais.

O que se sabe é que o hábito de fumar começou entre os nativos da América do Norte e do Sul, sendo levado ao resto do mundo posteriormente.

Alguns anos atrás, as companhias de cigarro produziam propagandas que faziam homens, mulheres, jovens, adultos acreditarem que o tabagismo era comum na sociedade e usavam cenas em que quem fumava estava bem acompanhado com as mulheres mais bonitas, era mais bem sucedido, passando a imagem de que fumar era símbolo de sucesso.

Hoje em dia esse tipo de propaganda foi proibido no Brasil.

Existe uma lei que restringe a publicidade de cigarros e derivados do tabaco.

Visto que as formas de chegar ao seu consumidor tem sido restringidas, grande parte dos investimentos em marketing da indústria do tabaco vem sendo direcionada a atrair crianças e adolescentes através de embalagens chamativas, com muitas cores e com aromas agradáveis.

Porém, por trás de toda essa beleza, ainda há o mesmo veneno ofuscado. Açúcar, mel, cereja, tutti-frutti, menta, baunilha e chocolate, entre outros sabores, visam mascarar tanto o gosto ruim do tabaco, quanto a irritação e a tosse que sua fumaça provoca; e, assim, facilitar a primeira tragada e o desenvolvimento da dependência à nicotina.

Tabagismo é a dependência da nicotina, causada pelo ato de consumir cigarros ou outros produtos que contenham tabaco, cujo princípio ativo é a nicotina.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirma que o tabagismo deve ser considerado uma pandemia, ou seja, uma epidemia generalizada, e como tal precisa ser combatido.

Ainda segundo a OMS, o fumo é uma das principais causas de morte evitável hoje no planeta. Pesquisas mostram que aproximadamente um terço da população mundial adulta fuma.

Uma pesquisa recentemente realizada pelo Ministério da Saúde mostra que 18,8% da população brasileira é fumante.

Cerca de 50 doenças diferentes são causadas pelo tabagismo, tais como: hipertensão, infarto, angina e derrame. Sem contar que é responsável por muitas mortes por câncer de pulmão, de boca, laringe, esôfago, estômago, pâncreas, rim e bexiga. Causa também doenças respiratórias como bronquite crônica e enfisema pulmonar.

Além disso, o tabaco enfraquece o sistema imunológico, deixando o fumante mais propício a ter doenças como gripe e tuberculose.

Vale acrescentar que o tabaco também pode causar impotência sexual. É de extrema importância ressaltar que é expressamente não recomendado que mulheres grávidas fumem.

Hoje já existem no mercado muitos métodos para conseguir deixar de lado o vício da nicotina, só é preciso querer e ter força de vontade.

Alguns desses métodos são: a goma de mascar com nicotina, que libera pequenas doses de nicotina diminuindo os sintomas de abstinência; os skin paches, que são pequenos adesivos que colados à pele também liberam nicotina; o inalante, que tem a mesma forma de um cigarro, levando o indivíduo a achar que está fumando, pois estará imitando o gesto, porém ingerindo apenas um terço da nicotina do cigarro; o zyban, uma droga antidepressiva que auxilia nas crises de abstinência.

Vale ressaltar que todos esses métodos devem ser receitados e acompanhados por um médico.

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